Ingredientes de um produto somente comercializado na Europa atuariam de forma sinérgica para prevenir e retardar os fenómenos de degenerescência cerebral.
A investigação mostrou, nomeadamente, que:
¤ o arginato de N-acetil-L-carnitina, um composto muito próximo da acetil-L-carnitina, atravessa facilmente a barreira hemato-encefálica e exerce potentes efeitos protectores nos tecidos nervosos e no sistema nervoso central.
Além disso, estimula em 19,5% o crescimento de novos axónios;
¤ o GINKGO BILOBA protege os neurónios dos efeitos nocivos dos radicais livres e das placas de beta-amilóide, características da doença de Alzheimer.
Administrado a pacientes que apresentam os primeiros sinais da doença de Alzheimer, melhora o seu estado clínico;
¤ o gotu kola aumenta a transmissão nervosa. Protege também as células nervosas do poder destrutivo dos radicais livres e das placas de beta-amilóide;
¤ A CURCUMA LONGA (95% de curcumina)
A curcumina possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes potentes, que lhe permitem proteger as células cerebrais.
A CORCUMINA aumenta igualmente a capacidade dos MACRÓFAGOS para eliminar a BETA-AMILÓIDE, o que sugere um efeito protector contra o desenvolvimento da doença de Alzheimer.
A Bioperine® reforça a biodisponibilidade da curcumina e, consequentemente, a sua eficácia;
¤ o extracto de Bacopa monnieri (20% de bacósidos) aumenta a actividade antioxidante em todas as regiões do cérebro.
Inibe as lesões provocadas no ADN por níveis tóxicos de NO implicados no desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.
O Bacopa monnieri reforça os impulsos nervosos no cérebro e ajuda a reparar os neurónios danificados.
Inibe igualmente a atividade da acetilcolinesterase, protegendo assim os níveis de acetilcolina;
¤ a glicerofosfocolina (GPC) protegeria e reforçaria a comunicação entre os nervos, favorecendo o crescimento, a reparação e a expressão dos receptores do factor de crescimento nervoso no córtex cerebeloso.
Administrado a pacientes com doença de Alzheimer, a GPC melhora a cognição destes e é bem tolerada;
¤ a Huperzia serrata (0,2% de huperzina A).
A huperzina A propicia o crescimento das células nervosas e inibe a degradação da acetilcolina bloqueando a acção da enzima acetilcolinesterase. Num estudo chinês, a huperzina
A melhorou a memória, a cognição e o comportamento em 58% dos pacientes com doença de Alzheimer aos quais foi administrada;
¤ O EXTRATO DE ALECRIM contém, nomeadamente, ácido rosmarínico. Exerce um efeito protector nas células cerebrais de animais expostos aos efeitos tóxicos da beta-amilóide. O ácido rosmarínico reduz a formação de espécies oxigenadas reactivas e a fosforilação da proteína "tau".
Inibe a formação da beta-amilóide e dissolve as fibrilhas já formadas; a idebenona, um análogo da coenzima Q10, administrada a pacientes com doença de Alzheimer numa fase inicial a moderada, melhorou o seu estado.
A idebenona estimula a síntese do factor de crescimento nervoso e combate os efeitos tóxicos da beta-amilóide;
¤ O ÁCIDO FERRÚLICO protege as células nervosas graças às suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
Combate os efeitos tóxicos da beta-amilóide nas células neuronais; a miricetina é um flavonóide que possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
Parece ter capacidade para inibir a acumulação de beta-amilóide;
¤ o monofosfato de URIDINA estimula o crescimento dos axónios, estabiliza as membranas celulares das células nervosas e aumenta a síntese da acetilcolina; a metilcobalamina, a forma metilada da vitamina B12, é indispensável à formação da mielina, a camada que protege os nervos. É utilizada na prevenção e no tratamento dos distúrbios neurológicos, incluindo a doença de Alzheimer;
¤ O ExtraFolate™, uma forma de folato com uma actividade biológica significativa, ajuda a regular os níveis de homocisteína. Um estudo mostra uma associação entre níveis fracos de folatos e uma atrofia do córtex cerebral, nos pacientes com doença de Alzheimer.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Maçã contra o Mal de Alzheimer
floresta colorida
Alzheimer: suco de maçã diminui os níveis de substância beta-amiloide no cérebro de ratos, segundo pesquisa publicada no Journal of Alzheimer's Disease
Estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Massachusetts, no Journal of Alzheimer's Disease, demonstrou que ratos que receberam suplementação dietética com suco de maçã produziram menor quantidade de proteína beta-amilóide, a qual é responsável por formar as "placas senis" comumente encontradas no cérebro de pessoas com a doença de Alzheimer.
Estes resultados fornecem evidências que ligam fatores de riscos nutricionais e genéticos à neurodegeneração relacionada com a idade.
A suplementação dietética com suco de maçã associada a uma dieta balanceada pode proteger o cérebro dos efeitos do estresse oxidativo, segundo Thomas B. Shea, Ph.D., pesquisador e diretor do centro de pesquisa em neurobiologia e neurodegeneração celular da Universidade de Massachusetts.
Shea e colaboradores avaliaram se o consumo deste suco protegia contra danos cerebrais oxidativos em camundongos.
Os resultados mostram que existe algo na maçã que protege as células cerebrais do envelhecimento normal, muito semelhante à proteção observada anteriormente contra sintomas semelhantes aos da doença de Alzheimer.
Camundongos adultos e idosos usando uma dieta padrão, uma dieta deficiente em nutrientes ou uma dieta deficiente em nutrientes suplementada com suco de maçã foram avaliados.
Os camundongos adultos não sofreram os efeitos negativos das dietas deficientes, somente os camundongos mais velhos, o que está de acordo com o envelhecimento normal devido à neurodegeneração oxidativa.
O efeito na cognição foi medido através de testes de labirinto e por exames do tecido cerebral.
Os camundongos idosos que consumiram dietas suplementadas com suco de maçã tiveram melhor desempenho nos testes de labirinto e todos tinham menos danos cerebrais oxidativos comparados àqueles com a dieta padrão.
A suplementação com suco de maçã resultou em acuidade mental maior quando os camundongos envelhecidos consumiram o equivalente a 2 ou 3 xícaras de suco, ou seja, aproximadamente de 2 a 4 maçãs por dia.
Acredita-se que este efeito seja devido aos altos níveis de antioxidantes presentes nesta fruta.
Fonte: Journal of Alzheimer's Disease – Volume 16 n°.1
Alzheimer: suco de maçã diminui os níveis de substância beta-amiloide no cérebro de ratos, segundo pesquisa publicada no Journal of Alzheimer's Disease
Estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Massachusetts, no Journal of Alzheimer's Disease, demonstrou que ratos que receberam suplementação dietética com suco de maçã produziram menor quantidade de proteína beta-amilóide, a qual é responsável por formar as "placas senis" comumente encontradas no cérebro de pessoas com a doença de Alzheimer.
Estes resultados fornecem evidências que ligam fatores de riscos nutricionais e genéticos à neurodegeneração relacionada com a idade.
A suplementação dietética com suco de maçã associada a uma dieta balanceada pode proteger o cérebro dos efeitos do estresse oxidativo, segundo Thomas B. Shea, Ph.D., pesquisador e diretor do centro de pesquisa em neurobiologia e neurodegeneração celular da Universidade de Massachusetts.
Shea e colaboradores avaliaram se o consumo deste suco protegia contra danos cerebrais oxidativos em camundongos.
Os resultados mostram que existe algo na maçã que protege as células cerebrais do envelhecimento normal, muito semelhante à proteção observada anteriormente contra sintomas semelhantes aos da doença de Alzheimer.
Camundongos adultos e idosos usando uma dieta padrão, uma dieta deficiente em nutrientes ou uma dieta deficiente em nutrientes suplementada com suco de maçã foram avaliados.
Os camundongos adultos não sofreram os efeitos negativos das dietas deficientes, somente os camundongos mais velhos, o que está de acordo com o envelhecimento normal devido à neurodegeneração oxidativa.
O efeito na cognição foi medido através de testes de labirinto e por exames do tecido cerebral.
Os camundongos idosos que consumiram dietas suplementadas com suco de maçã tiveram melhor desempenho nos testes de labirinto e todos tinham menos danos cerebrais oxidativos comparados àqueles com a dieta padrão.
A suplementação com suco de maçã resultou em acuidade mental maior quando os camundongos envelhecidos consumiram o equivalente a 2 ou 3 xícaras de suco, ou seja, aproximadamente de 2 a 4 maçãs por dia.
Acredita-se que este efeito seja devido aos altos níveis de antioxidantes presentes nesta fruta.
Fonte: Journal of Alzheimer's Disease – Volume 16 n°.1
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Ácido Fólico
Fólio ocorre naturalmente em alguns alimentos, enquanto o ácido fólico é a versão sintética que é adicionada a alimentos enriquecidos e suplementos.
O fólio ajuda a produzir e manter células novas. Isso é principalmente importante nos períodos de rápida divisão celular como a fase de crescimento ou o período de gestação. Fólio é necessário na produção de DNA e RNA e também ajuda a prevenir mudanças no DNA que podem resultar em câncer. Tanto jovens como adultos necessitam de fólio para produzir células vermelhas do sangue e também para prevenir a anemia.
Alimentos ricos em fólio
Folhas verdes como espinafre e folhas de nabo, frutas cítricas e alguns grãos como ervilhas são fontes naturais de fólio. Outros alimentos que contém fólio são:
* aspargos
* arroz branco, parbolizado, tipo longo
* brócolis
* abacate
* amendoim
* fígado
Potenciais riscos que a falta de fólio pode trazer
* crescimento lento em crianças
* mulheres grávidas com deficiência em ácido fólico podem dar à luz prematuramente, o bebê pode nascer com peso abaixo do normal
* em adultos pode causar um certo tipo de anemia se a deficiência de fólio ocorrer por longos períodos
Excesso de fólio
Fólio dos alimentos não oferece risco de intoxicação. O ácido fólico encontrado em suplementos e outros alimentos enriquecidos também oferece baixo nível de intoxicação em caso de excesso, porém não deve ultrapassar 1000 microgramas por dia, pois pode dificultar a detecção de deficiência de Vitamina B12.
O fólio ajuda a produzir e manter células novas. Isso é principalmente importante nos períodos de rápida divisão celular como a fase de crescimento ou o período de gestação. Fólio é necessário na produção de DNA e RNA e também ajuda a prevenir mudanças no DNA que podem resultar em câncer. Tanto jovens como adultos necessitam de fólio para produzir células vermelhas do sangue e também para prevenir a anemia.
Alimentos ricos em fólio
Folhas verdes como espinafre e folhas de nabo, frutas cítricas e alguns grãos como ervilhas são fontes naturais de fólio. Outros alimentos que contém fólio são:
* aspargos
* arroz branco, parbolizado, tipo longo
* brócolis
* abacate
* amendoim
* fígado
Potenciais riscos que a falta de fólio pode trazer
* crescimento lento em crianças
* mulheres grávidas com deficiência em ácido fólico podem dar à luz prematuramente, o bebê pode nascer com peso abaixo do normal
* em adultos pode causar um certo tipo de anemia se a deficiência de fólio ocorrer por longos períodos
Excesso de fólio
Fólio dos alimentos não oferece risco de intoxicação. O ácido fólico encontrado em suplementos e outros alimentos enriquecidos também oferece baixo nível de intoxicação em caso de excesso, porém não deve ultrapassar 1000 microgramas por dia, pois pode dificultar a detecção de deficiência de Vitamina B12.
domingo, 19 de dezembro de 2010
O alimento mais saudável do mundo
The New York Times
Nicholas D. Kristof
Em Tegucigalpa (Honduras)
Qual é o alimento mais delicioso, nutritivo, requintado e gratificante do mundo?
Não se trata da ambrósia nem pizza de pepperoni.
Dica: é muito mais barato.
Um ano de suprimento custa menos do que o hambúrguer mais barato.
Não sabe?
Aqui vai outra dica: ele pode salvar a vida de crianças e mulheres que podem engravidar.
Se você conhece uma mulher que pode ficar grávida, garanta que ela obtenha essa substância milagrosa.
A última dica: foi a falta dessa substância que levou à tragédia com a qual me deparei recentemente em um hospital aqui na capital hondurenha.
Três bebes estavam deitado em berços pertos uns dos outros, todos com defeitos de nascença no cérebro e na medula espinhal.
No primeiro berço estava Rosa Álvarez, de 18 dias, que se recuperava de uma cirurgia para reparar um buraco na coluna.
Ela também sofre de uma deformidade cerebral.
No berço seguinte estava Ángel Flores, com um tecido protuberante nas costas.
O mais perto da porta era José Tercera.
Sua mãe tirou uma faixa que envolvia sua cabeça e eu pude ver um pedaço de seu cérebro, do tamanho de uma bola de golfe, saindo de um buraco em sua testa.
Os médicos acreditavam que a razão para essas deformidades era que suas mães não receberam micronutrientes em quantidade suficiente, particularmente ÁCIDO FÓLICO, durante a gravidez.
Esses micronutrientes são a substância milagrosa a que me refiro.
Praticamente não há outra forma de ajuda do exterior com melhor custo-benefício para obtê-la do que inseri-las no fornecimento de alimentos.
"Esses problemas são desnecessários", disse Dr. Ali Flores, pediatra e especialista nesses defeitos, enquanto observava os três bebês.
Se uma mulher grávida não recebe ácido fólico (também conhecido como vitamina B9) em quantidade suficiente em seu corpo bem no início da gravidez, seu feto pode sofrer esses defeitos.
É por isso que os médicos dão ácido fólico a mulheres que planejam engravidar.
Igualmente importante é outro micronutriente, o iodo. A pior consequência da deficiência de iodo não é o bócio, mas a má-formação do cérebro do feto, que elimina permanentemente de 10 a 15 pontos de seu QI.
Há também o zinco, que reduz as mortes de crianças por diarreia e infecções. Há o ferro, cuja falta causa anemia. E a vitamina A: cerca de 670 mil crianças morrem todos os anos porque não recebem vitamina A o suficiente, e a carência dessa vitamina permanece sendo a principal causa de cegueira infantil no mundo.
"Nos primeiros estágios da vida a sorte é lançada", disse David Dodson, fundador do Project Healthy Children, um grupo de ajuda que combate as deficiências de micronutrientes em Honduras e outros países pobres. "Se uma criança não está recebendo os micronutrientes certos, o efeito é permanente".
Há nove anos, Dodson era simplesmente um empresário americano que administrava uma empresa de lixo com 300 funcionários, fundada por ele.
Então, ele visitou Honduras e, em um hospital, encontrou uma mãe cujo bebê recém-nascido tinha um buraco no crânio.
Ele ficou sabendo que uma quantidade pequena de ácido fólico poderia prevenir esses dolorosos defeitos - e sua vida mudou.
"Nunca tinha visto nada na vida que pudesse ter tanto impacto por tão pouco investimento e que pudesse ser sustentável", disse Dodson.
Ele e sua mulher, Stephanie, venderam a empresa e usaram parte do dinheiro para dar início ao Project Healthy Children.
A forma com melhor custo-benefício de distribuir micronutrientes não é entregá-los.
Mary Flores, ex-primeira-dama de Honduras que é ativa na área da nutrição, observa que mulheres pobres podem ser difíceis de encontrar, e mesmo se receberem pílulas de ácido fólico elas às vezes podem não as tomar com medo de que elas sejam, na verdade, pílulas anticoncepcionais.
Assim, os micronutrientes são adicionados a alimentos comuns, como sal, açúcar, farinha ou óleo de cozinha.
Acrescentar iodo, ferro, vitamina A, zinco e várias vitaminas do complexo B, incluindo o ácido fólico, a uma gama de alimentos custa cerca de 30 centavos de dólar por pessoa por ano.
Grupos que focam nos micronutrientes também incluem a Helen Keller International e Vitamin Angels.
Nos Estados Unidos, a agência Food and Drug Administration exige que a farinha seja fortificada com ácido fólico desde 1998.
Até mesmo nesse país, com alimentação, assistência médica e fortificação melhores, não são todas as mulheres que recebem micronutrientes em quantidade suficiente, mas o problema é muito pior em países pobres.
Dodson observa que é muito mais barato prevenir defeitos de nascença do que tratá-los.
"Não é um problema de saúde global muito atraente, mas é fundamental para manter uma população saudável", disse Dodson.
"Colocar pequenas quantidades de ferro, iodo e ácido fólico nos alimentos não tem atraído a atenção tanta atenção quanto tratar de uma pessoa doente ou em um campo de refugiados.
Até pouco tempo atrás, essa questão estava fora do radar de todo mundo".
À medida que os Estados Unidos reorganizam seu caótico programa de assistência, deveriam tentar promover o que pode ser o alimento mais delicioso do mundo: os micronutrientes.
Tradução: Gabriela d'Avila
Nicholas D. Kristof
Em Tegucigalpa (Honduras)
Qual é o alimento mais delicioso, nutritivo, requintado e gratificante do mundo?
Não se trata da ambrósia nem pizza de pepperoni.
Dica: é muito mais barato.
Um ano de suprimento custa menos do que o hambúrguer mais barato.
Não sabe?
Aqui vai outra dica: ele pode salvar a vida de crianças e mulheres que podem engravidar.
Se você conhece uma mulher que pode ficar grávida, garanta que ela obtenha essa substância milagrosa.
A última dica: foi a falta dessa substância que levou à tragédia com a qual me deparei recentemente em um hospital aqui na capital hondurenha.
Três bebes estavam deitado em berços pertos uns dos outros, todos com defeitos de nascença no cérebro e na medula espinhal.
No primeiro berço estava Rosa Álvarez, de 18 dias, que se recuperava de uma cirurgia para reparar um buraco na coluna.
Ela também sofre de uma deformidade cerebral.
No berço seguinte estava Ángel Flores, com um tecido protuberante nas costas.
O mais perto da porta era José Tercera.
Sua mãe tirou uma faixa que envolvia sua cabeça e eu pude ver um pedaço de seu cérebro, do tamanho de uma bola de golfe, saindo de um buraco em sua testa.
Os médicos acreditavam que a razão para essas deformidades era que suas mães não receberam micronutrientes em quantidade suficiente, particularmente ÁCIDO FÓLICO, durante a gravidez.
Esses micronutrientes são a substância milagrosa a que me refiro.
Praticamente não há outra forma de ajuda do exterior com melhor custo-benefício para obtê-la do que inseri-las no fornecimento de alimentos.
"Esses problemas são desnecessários", disse Dr. Ali Flores, pediatra e especialista nesses defeitos, enquanto observava os três bebês.
Se uma mulher grávida não recebe ácido fólico (também conhecido como vitamina B9) em quantidade suficiente em seu corpo bem no início da gravidez, seu feto pode sofrer esses defeitos.
É por isso que os médicos dão ácido fólico a mulheres que planejam engravidar.
Igualmente importante é outro micronutriente, o iodo. A pior consequência da deficiência de iodo não é o bócio, mas a má-formação do cérebro do feto, que elimina permanentemente de 10 a 15 pontos de seu QI.
Há também o zinco, que reduz as mortes de crianças por diarreia e infecções. Há o ferro, cuja falta causa anemia. E a vitamina A: cerca de 670 mil crianças morrem todos os anos porque não recebem vitamina A o suficiente, e a carência dessa vitamina permanece sendo a principal causa de cegueira infantil no mundo.
"Nos primeiros estágios da vida a sorte é lançada", disse David Dodson, fundador do Project Healthy Children, um grupo de ajuda que combate as deficiências de micronutrientes em Honduras e outros países pobres. "Se uma criança não está recebendo os micronutrientes certos, o efeito é permanente".
Há nove anos, Dodson era simplesmente um empresário americano que administrava uma empresa de lixo com 300 funcionários, fundada por ele.
Então, ele visitou Honduras e, em um hospital, encontrou uma mãe cujo bebê recém-nascido tinha um buraco no crânio.
Ele ficou sabendo que uma quantidade pequena de ácido fólico poderia prevenir esses dolorosos defeitos - e sua vida mudou.
"Nunca tinha visto nada na vida que pudesse ter tanto impacto por tão pouco investimento e que pudesse ser sustentável", disse Dodson.
Ele e sua mulher, Stephanie, venderam a empresa e usaram parte do dinheiro para dar início ao Project Healthy Children.
A forma com melhor custo-benefício de distribuir micronutrientes não é entregá-los.
Mary Flores, ex-primeira-dama de Honduras que é ativa na área da nutrição, observa que mulheres pobres podem ser difíceis de encontrar, e mesmo se receberem pílulas de ácido fólico elas às vezes podem não as tomar com medo de que elas sejam, na verdade, pílulas anticoncepcionais.
Assim, os micronutrientes são adicionados a alimentos comuns, como sal, açúcar, farinha ou óleo de cozinha.
Acrescentar iodo, ferro, vitamina A, zinco e várias vitaminas do complexo B, incluindo o ácido fólico, a uma gama de alimentos custa cerca de 30 centavos de dólar por pessoa por ano.
Grupos que focam nos micronutrientes também incluem a Helen Keller International e Vitamin Angels.
Nos Estados Unidos, a agência Food and Drug Administration exige que a farinha seja fortificada com ácido fólico desde 1998.
Até mesmo nesse país, com alimentação, assistência médica e fortificação melhores, não são todas as mulheres que recebem micronutrientes em quantidade suficiente, mas o problema é muito pior em países pobres.
Dodson observa que é muito mais barato prevenir defeitos de nascença do que tratá-los.
"Não é um problema de saúde global muito atraente, mas é fundamental para manter uma população saudável", disse Dodson.
"Colocar pequenas quantidades de ferro, iodo e ácido fólico nos alimentos não tem atraído a atenção tanta atenção quanto tratar de uma pessoa doente ou em um campo de refugiados.
Até pouco tempo atrás, essa questão estava fora do radar de todo mundo".
À medida que os Estados Unidos reorganizam seu caótico programa de assistência, deveriam tentar promover o que pode ser o alimento mais delicioso do mundo: os micronutrientes.
Tradução: Gabriela d'Avila
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Brasileiros consomem menos arroz e feijão e mais cerveja, aponta IBGE (Postado por Erick Oliveira)
Dos anos de 2002/2003 a 2008/2009, o consumo de arroz e feijão caiu entre os brasileiros, dando espaço a produtos como a cerveja e o refrigerante, cujos índices de consumo registraram aumento no período. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (16), e integra a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O suplemento “Aquisição alimentar domiciliar per capita” avalia as quantidades de alimentos adquiridos pelas famílias brasileiras e as formas de aquisição desses produtos. A coleta de dados para a pesquisa ocorreu nas áreas urbana e rural em todo o território brasileiro, no período de maio de 2008 a maio de 2009.
Na análise das médias anuais, por pessoa, de aquisição domiciliar de alimentos, cada brasileiro consome, por ano, 50,7 kg de bebidas e infusões; 43,7 kg de laticínios; 39 kg de cereais e leguminosas; 28,9 kg de frutas; 27,1 kg de hortaliças; e 25,4 kg de carnes. Em 2002/2003, o maior consumo registrado foi de laticínios, seguidos de cereais e leguminosas e bebidas e infusões. A média de aquisição domiciliar de alimentos representa quanto de um produto uma família adquire em um ano, dividido pelo número de pessoas dessa família.
Se considerados alguns produtos selecionados dentro dos grupos de alimentos citados acima, em 2008/2009, cada brasileiro consumiu, em média, em um ano, 14,6 kg de arroz polido, 9,1 kg de feijão, 5,6 kg de cerveja e 12,6 kg de refrigerante de cola. Em 2002/2003, as quantidades médias eram, respectivamente, 24,5 kg, 12,4 kg, 4,6 kg e 9,1 kg.
Segundo o IBGE, o consumo médio de refrigerante de cola, entre 2002 e 2008, aumentou 39,3%; de água mineral, 27,5%; e de cerveja, 23,2%. Considerando-se a situação do domicílio, na área rural esses aumentos foram ainda mais expressivos. A quantidade média adquirida do refrigerante de cola passou de 3,156 kg para 6,060 kg (aumento de 92%); da água mineral de 1,558 kg para 6,104 kg (aumento de 291%); e da cerveja de 1,711 kg para 3,209 kg (aumento de 88%).
Mesmo com a queda no consumo nacional de arroz e feijão, os produtos foram os únicos a apresentar médias de aquisição anual, por pessoa, acima do total do Brasil. Na faixa mais baixa de rendimentos da população, de até R$ 830 por família, foram consumidos, em média, 27,6 kg de arroz e 10,3 kg de feijão, por pessoa, em um ano.
Disponibilidade alimentar
De acordo com o suplemento “Avaliação nutricional da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil”, da POF 2008-2009, a disponibilidade média nacional de alimentos nos domicílios é de 1.611 kcal por pessoa, por dia, sendo 1.536 kcal no meio urbano, e 1.973 kcal no meio rural. Em 2002-2003, a disponibilidade média nacional era de 1.791 kcal, por dia.
Segundo o levantamento, no entanto, não é possível afirmar que a probabilidade de déficits calóricos no país é maior no meio urbano do que no meio rural. Isso porque não são objetos de estudo a fração dos alimentos efetivamente consumida pelas famílias e as quantidades de alimentos referentes ao consumo fora do domicílio.
A participação relativa de grupos de alimentos no total de alimentos disponíveis para consumo no domicílio indica que alimentos básicos de origem vegetal (cereais, leguminosas e raízes e tubérculos) correspondem a 45% das calorias totais. A seguir, com 28%, estão os alimentos essencialmente calóricos (óleos e gorduras vegetais, gordura animal, açúcar de mesa e refrigerantes e bebidas alcoólicas) e, com 19%, estão os produtos de origem animal (carnes, leite e derivados e ovos).
Frutas, verduras e legumes correspondem a apenas 2,8% das calorias totais, ou cerca de um quarto das recomendações para o consumo desses alimentos (pelo menos 400 gramas diárias). Refeições prontas e misturas industrializadas correspondem a 4,6% das calorias totais. Já a participação de condimentos (0,3%) e oleaginosas (0,2%) é pouco expressiva.
O suplemento “Aquisição alimentar domiciliar per capita” avalia as quantidades de alimentos adquiridos pelas famílias brasileiras e as formas de aquisição desses produtos. A coleta de dados para a pesquisa ocorreu nas áreas urbana e rural em todo o território brasileiro, no período de maio de 2008 a maio de 2009.
Na análise das médias anuais, por pessoa, de aquisição domiciliar de alimentos, cada brasileiro consome, por ano, 50,7 kg de bebidas e infusões; 43,7 kg de laticínios; 39 kg de cereais e leguminosas; 28,9 kg de frutas; 27,1 kg de hortaliças; e 25,4 kg de carnes. Em 2002/2003, o maior consumo registrado foi de laticínios, seguidos de cereais e leguminosas e bebidas e infusões. A média de aquisição domiciliar de alimentos representa quanto de um produto uma família adquire em um ano, dividido pelo número de pessoas dessa família.
Se considerados alguns produtos selecionados dentro dos grupos de alimentos citados acima, em 2008/2009, cada brasileiro consumiu, em média, em um ano, 14,6 kg de arroz polido, 9,1 kg de feijão, 5,6 kg de cerveja e 12,6 kg de refrigerante de cola. Em 2002/2003, as quantidades médias eram, respectivamente, 24,5 kg, 12,4 kg, 4,6 kg e 9,1 kg.
Segundo o IBGE, o consumo médio de refrigerante de cola, entre 2002 e 2008, aumentou 39,3%; de água mineral, 27,5%; e de cerveja, 23,2%. Considerando-se a situação do domicílio, na área rural esses aumentos foram ainda mais expressivos. A quantidade média adquirida do refrigerante de cola passou de 3,156 kg para 6,060 kg (aumento de 92%); da água mineral de 1,558 kg para 6,104 kg (aumento de 291%); e da cerveja de 1,711 kg para 3,209 kg (aumento de 88%).
Mesmo com a queda no consumo nacional de arroz e feijão, os produtos foram os únicos a apresentar médias de aquisição anual, por pessoa, acima do total do Brasil. Na faixa mais baixa de rendimentos da população, de até R$ 830 por família, foram consumidos, em média, 27,6 kg de arroz e 10,3 kg de feijão, por pessoa, em um ano.
Disponibilidade alimentar
De acordo com o suplemento “Avaliação nutricional da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil”, da POF 2008-2009, a disponibilidade média nacional de alimentos nos domicílios é de 1.611 kcal por pessoa, por dia, sendo 1.536 kcal no meio urbano, e 1.973 kcal no meio rural. Em 2002-2003, a disponibilidade média nacional era de 1.791 kcal, por dia.
Segundo o levantamento, no entanto, não é possível afirmar que a probabilidade de déficits calóricos no país é maior no meio urbano do que no meio rural. Isso porque não são objetos de estudo a fração dos alimentos efetivamente consumida pelas famílias e as quantidades de alimentos referentes ao consumo fora do domicílio.
A participação relativa de grupos de alimentos no total de alimentos disponíveis para consumo no domicílio indica que alimentos básicos de origem vegetal (cereais, leguminosas e raízes e tubérculos) correspondem a 45% das calorias totais. A seguir, com 28%, estão os alimentos essencialmente calóricos (óleos e gorduras vegetais, gordura animal, açúcar de mesa e refrigerantes e bebidas alcoólicas) e, com 19%, estão os produtos de origem animal (carnes, leite e derivados e ovos).
Frutas, verduras e legumes correspondem a apenas 2,8% das calorias totais, ou cerca de um quarto das recomendações para o consumo desses alimentos (pelo menos 400 gramas diárias). Refeições prontas e misturas industrializadas correspondem a 4,6% das calorias totais. Já a participação de condimentos (0,3%) e oleaginosas (0,2%) é pouco expressiva.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Fórmula alimentar é uma promessa no tratamento da doença de Alzheimer precoce
Autora: Caroline Cassels
Publicado em 02/07/2010
Uma nova pesquisa sugere que a suplementação com uma fórmula alimentar que funciona restaurando sinapses parece melhorar a memória verbal em pacientes com doença de Alzheimer (DA) leve.
Os resultados de um ensaio clínico controlado, duplo-cego, randomizado, de 12 semanas, evidenciaram que 40% dos pacientes randomizados a receber o produto ativo Souvenaid, uma bebida com múltiplos nutrientes, experimentaram melhorias na memória verbal quando comparados a 25% dos participantes que receberam uma bebida controle.
“No critério de validação primário de memória, observamos um efeito em 3 meses modesto, mas estatisticamente significativo, em favor do Souvenaid. Este é um estudo de prova de conceito desenvolvido para determinar se este produto é seguro e potencialmente eficaz.
Embora esses resultados sejam muito modestos, eles nos fornecem sinais suficientes para continuar essa pesquisa em ensaios clínicos maiores”, o pesquisador principal, Philip Scheltens, médico, PhD, diretor do Alzheimer's Centre, no Vrije Universiteit Medical Center em Amsterdã, na Holanda, contou à Medscape Psychiatry.
O estudo está publicado na edição de janeiro de Alzheimer's & Dementia.
Resultados pré-clínicos impressionantes
Desenvolvido para melhorar a formação de sinapses, o Souvenaid contém “os precursores e nutrientes de suporte necessários para agir em sinergia para aumentar a formação e a função da membrana em pacientes com DA”.
Resultados promissores de pesquisas pré-clínicas do Souvenaid lideradas por Richard J. Wurtman, médico, do Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge, forneceram o ímpeto para o estudo atual.
“O Dr. Wurtman conduziu quase 10 anos de pesquisa básica com o Souvenaid em um grande número de modelos animais e in vitro com resultados muito impressionantes, e isso nos levou a organizar um ensaio clínico para que pudéssemos observá-lo com mais profundidade”, alegou o Dr. Scheltens.
Segundo o estudo, o Souvenaid inclui 3 precursores fosfatídios – uridina nucleotídeo, ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 e colina – que são essenciais para a formação das membranas sinápticas.
“Esses nutrientes aumentam de forma sinérgica os níveis cerebrais das moléculas de fosfatídios que compõem a maior parte das membranas sinápticas e os níveis cerebrais de proteínas sinápticas específicas, sugerindo que eles também podem aumentar a formação de sinapses”, escrevem os autores do estudo.
Além disso, disse o Dr. Scheltens, a pesquisa animal e in vitro mostra que esses nutrientes causam brotamento dendrítico o que, por sua vez, leva a um aumento da produção de sinapses. “Nós achamos mais conexões estão sendo formadas e as conexões perdidas estão sendo restauradas”, disse ele.
Testado como um medicamento
Em 5 centros na Europa e Estados Unidos, o ensaio incluiu 225 pacientes virgens de tratamento com escores no Mini-Mental State Examination de 20 a 26. Os pacientes foram randomizados a receber o Souvenaid ou uma bebida placebo uma vez ao dia por 12 semanas.
As medidas do critério de validação primário do estudo foram tarefas de recordação verbal tardia no Wechsler Memory Scale–Revised (WMS-R) e a subescala de 13 itens modificada Alzheimer's Disease Assessment Scale-cognitive (ADAS-cog).
“Basicamente, nós pegamos essa bebida composta por múltiplos nutrientes e criamos um ensaio da doença de Alzheimer bem padronizado como se fosse um medicamento”, disse o Dr. Scheltens.
Em 12 semanas, os pesquisadores descobriram melhorias significativas nos escores do WMS-R de recordação verbal tardia no grupo do Souvenaid comparado ao grupo placebo (P = ,021). Todavia, não houve mudanças nos escores ADAS-cog em qualquer grupo.
“Não observamos qualquer efeito no ADAS-cog. Existem algumas explicações possíveis para isso. Pode ser que o ADAS-cog não seja muito sensível nos estágios mais precoces da doença de Alzheimer ou talvez o estudo não tenha tido poder suficiente para extrair essas informações”, afirmou o Dr. Scheltens.
Os pesquisadores também concluíram que pacientes no grupo de tratamento ativo que apresentaram doença de Alzheimer mais leve evidenciaram as melhores melhorias.
Equivalente a um ensaio farmacêutico de fase 2
Segundo o Dr. Scheltens, o suplemento foi bem tolerado, e não houve diferenças significativas na incidência de eventos adversos entre os 2 grupos de estudo. Além disso, a maioria dos eventos adversos não foi relacionada aos produtos do estudo.
O estudo também incluiu um período de extensão de 3 meses durante o qual os pacientes poderiam escolher continuar o regime duplo-cego ou iniciar a suplementação aberta com o Souvenaid. Cerca de 85% dos indivíduos continuaram o regime duplo-cego, fornecendo aos pesquisadores 6 meses de dados, os quais os pesquisadores estão analisando no momento.
“Se este fosse um estudo farmacêutico, seria equivalente a um ensaio de fase 2. Nós queríamos verificar se o Souvenaid era seguro, bem tolerado e efetivo, e de fato esses resultados precoces parecem positivos. Contudo, ainda é muito cedo para fazer quaisquer recomendações clínicas com base neles”, disse o Dr. Scheltens.
Não obstante, ele acrescentou, se os resultados de 3 grandes ensaios clínicos atualmente em andamento nos Estados Unidos e Europa replicarem esses resultados, o Souvenaid pode fornecer aos clínicos outra opção de tratamento para seus pacientes.
“Se os resultados desses ensaios forem positivos, e é claro que esperamos que eles sejam, isso nos daria uma complementação muito necessária para nossa estratégia de tratamento de pacientes com DA. Não estou dizendo que isso substituiria os inibidores da colinesterase, mas seria um complemento.
“O Souvenaid é seguro e muito atraente para os pacientes. Ele é muito bem tolerado e nós também observamos que o IMC [índice de massa corporal] no grupo de tratamento ativo subiu um pouco e os pacientes sentiram-se melhores de forma geral. Portanto, nós acreditamos que ele tem o potencial para ser uma boa adição à atual estratégia de tratamento, o que irá beneficiar a memória dos pacientes”, alegou o Dr. Scheltens.
Além disso, ele acrescentou, é possível que o Souvenaid possa ter utilidades clínicas que se estendem da doença de Alzheimer a outros distúrbios neurodegenerativos, como a doença de Parkinson ou outras condições que envolvem a perda de sinapses.
Problemas regulatórios
A Alzheimer's Association expressou preocupação sobre os chamados alimentos médicos em geral – principalmente porque sua eficácia ainda não foi provada. O médico e cientista chefe, William Thies, PhD, contou à Medscape Psychiatry, que o rigor com que o Dr. Scheltens e sua equipe estão testando o Souvenaid é tranquilizador.
Entretanto, ele apontou, existe uma grande questão regulatória que necessita ser abordada, observando que a US Food and Drug Administration não exige o mesmo nível de testes para a aprovação de alimentos médicos como o faz para medicamentos, deixando os pacientes e suas famílias vulneráveis a alegações não comprovadas.
O Dr. Scheltens alegou que seu grupo compartilha as preocupações da associação. “É por isso que estamos fazendo esses ensaios. Eu acho que antes de persuadir os médicos a prescreverem algo, é preciso ter provas. Eu nunca prescreveria qualquer coisa se não a tivesse visto ser testada. Para mim, o fato de que alimentos médicos possuem uma via regulatória diferente é irrelevante. Eu preciso observar evidências de ensaios clínicos”, disse ele.
O estudo foi financiado pelo um fundo ilimitado da Danone Research. O Dr. Scheltens não declarou quaisquer relações financeiras relevantes. As declarações dos outros pesquisadores estão divulgadas no artigo original.
Alzheimers Dement. 2010;6:1-10.
Informação sobre a autora: Caroline Cassels é chefe de reportagem da Medscape Psychiatry. Jornalista médica e da área de saúde há 20 anos, ela escreveu extensivamente para o público médico e consumidor geral. Ela ajudou a lançar e foi editora da Health Digest, uma premiada publicação canadense destinada a consumidores da área de saúde. Carolina também foi editora nacional do web site canadense Heart & Stroke Foundation antes de se juntar à Medscape Neurology & Neurosurgery em 2005 e venceu o American Academy of Neurology Journalism Fellowship Award de 2008.
Copyright 2010 WebMD, Inc. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a republicação, redistribuição, propagação ou disseminação do Conteúdo Medscape ou do Conteúdo Medcenter sem a prévia autorização por escrito de WebMD.
Outra publicação:
uridina
A uridina, de designação química 1-β-D-ribofuranosil-uracilo, consiste num nucleótido formado pelo açúcar ribose e pelo composto orgânico azotado uracilo.
A união da uridina com uma ou mais moléculas de ácido fosfórico dá lugar a ribonucleótidos de grande importância no metabolismo. Assim, o monofosfato-5 de uridina (ácido uridílico, UMP) é um produto inicial para a síntese de outros nucleótidos pirimidínicos e um dos blocos estruturais dos ácidos ribonucleicos; o difosfato-5 de uridina (UDP) e o trifosfato-5 de uridina (UTP) intervêm na síntese do glucogénio e das glicoproteínas; o monofosfato cíclico 3,5 de uridina (UMP cíclico) fá-lo também em determinados processos de regulação da célula.
Como referenciar este artigo:
uridina. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-12-18].
Disponível na www:.
Publicado em 02/07/2010
Uma nova pesquisa sugere que a suplementação com uma fórmula alimentar que funciona restaurando sinapses parece melhorar a memória verbal em pacientes com doença de Alzheimer (DA) leve.
Os resultados de um ensaio clínico controlado, duplo-cego, randomizado, de 12 semanas, evidenciaram que 40% dos pacientes randomizados a receber o produto ativo Souvenaid, uma bebida com múltiplos nutrientes, experimentaram melhorias na memória verbal quando comparados a 25% dos participantes que receberam uma bebida controle.
“No critério de validação primário de memória, observamos um efeito em 3 meses modesto, mas estatisticamente significativo, em favor do Souvenaid. Este é um estudo de prova de conceito desenvolvido para determinar se este produto é seguro e potencialmente eficaz.
Embora esses resultados sejam muito modestos, eles nos fornecem sinais suficientes para continuar essa pesquisa em ensaios clínicos maiores”, o pesquisador principal, Philip Scheltens, médico, PhD, diretor do Alzheimer's Centre, no Vrije Universiteit Medical Center em Amsterdã, na Holanda, contou à Medscape Psychiatry.
O estudo está publicado na edição de janeiro de Alzheimer's & Dementia.
Resultados pré-clínicos impressionantes
Desenvolvido para melhorar a formação de sinapses, o Souvenaid contém “os precursores e nutrientes de suporte necessários para agir em sinergia para aumentar a formação e a função da membrana em pacientes com DA”.
Resultados promissores de pesquisas pré-clínicas do Souvenaid lideradas por Richard J. Wurtman, médico, do Massachusetts Institute of Technology, em Cambridge, forneceram o ímpeto para o estudo atual.
“O Dr. Wurtman conduziu quase 10 anos de pesquisa básica com o Souvenaid em um grande número de modelos animais e in vitro com resultados muito impressionantes, e isso nos levou a organizar um ensaio clínico para que pudéssemos observá-lo com mais profundidade”, alegou o Dr. Scheltens.
Segundo o estudo, o Souvenaid inclui 3 precursores fosfatídios – uridina nucleotídeo, ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 e colina – que são essenciais para a formação das membranas sinápticas.
“Esses nutrientes aumentam de forma sinérgica os níveis cerebrais das moléculas de fosfatídios que compõem a maior parte das membranas sinápticas e os níveis cerebrais de proteínas sinápticas específicas, sugerindo que eles também podem aumentar a formação de sinapses”, escrevem os autores do estudo.
Além disso, disse o Dr. Scheltens, a pesquisa animal e in vitro mostra que esses nutrientes causam brotamento dendrítico o que, por sua vez, leva a um aumento da produção de sinapses. “Nós achamos mais conexões estão sendo formadas e as conexões perdidas estão sendo restauradas”, disse ele.
Testado como um medicamento
Em 5 centros na Europa e Estados Unidos, o ensaio incluiu 225 pacientes virgens de tratamento com escores no Mini-Mental State Examination de 20 a 26. Os pacientes foram randomizados a receber o Souvenaid ou uma bebida placebo uma vez ao dia por 12 semanas.
As medidas do critério de validação primário do estudo foram tarefas de recordação verbal tardia no Wechsler Memory Scale–Revised (WMS-R) e a subescala de 13 itens modificada Alzheimer's Disease Assessment Scale-cognitive (ADAS-cog).
“Basicamente, nós pegamos essa bebida composta por múltiplos nutrientes e criamos um ensaio da doença de Alzheimer bem padronizado como se fosse um medicamento”, disse o Dr. Scheltens.
Em 12 semanas, os pesquisadores descobriram melhorias significativas nos escores do WMS-R de recordação verbal tardia no grupo do Souvenaid comparado ao grupo placebo (P = ,021). Todavia, não houve mudanças nos escores ADAS-cog em qualquer grupo.
“Não observamos qualquer efeito no ADAS-cog. Existem algumas explicações possíveis para isso. Pode ser que o ADAS-cog não seja muito sensível nos estágios mais precoces da doença de Alzheimer ou talvez o estudo não tenha tido poder suficiente para extrair essas informações”, afirmou o Dr. Scheltens.
Os pesquisadores também concluíram que pacientes no grupo de tratamento ativo que apresentaram doença de Alzheimer mais leve evidenciaram as melhores melhorias.
Equivalente a um ensaio farmacêutico de fase 2
Segundo o Dr. Scheltens, o suplemento foi bem tolerado, e não houve diferenças significativas na incidência de eventos adversos entre os 2 grupos de estudo. Além disso, a maioria dos eventos adversos não foi relacionada aos produtos do estudo.
O estudo também incluiu um período de extensão de 3 meses durante o qual os pacientes poderiam escolher continuar o regime duplo-cego ou iniciar a suplementação aberta com o Souvenaid. Cerca de 85% dos indivíduos continuaram o regime duplo-cego, fornecendo aos pesquisadores 6 meses de dados, os quais os pesquisadores estão analisando no momento.
“Se este fosse um estudo farmacêutico, seria equivalente a um ensaio de fase 2. Nós queríamos verificar se o Souvenaid era seguro, bem tolerado e efetivo, e de fato esses resultados precoces parecem positivos. Contudo, ainda é muito cedo para fazer quaisquer recomendações clínicas com base neles”, disse o Dr. Scheltens.
Não obstante, ele acrescentou, se os resultados de 3 grandes ensaios clínicos atualmente em andamento nos Estados Unidos e Europa replicarem esses resultados, o Souvenaid pode fornecer aos clínicos outra opção de tratamento para seus pacientes.
“Se os resultados desses ensaios forem positivos, e é claro que esperamos que eles sejam, isso nos daria uma complementação muito necessária para nossa estratégia de tratamento de pacientes com DA. Não estou dizendo que isso substituiria os inibidores da colinesterase, mas seria um complemento.
“O Souvenaid é seguro e muito atraente para os pacientes. Ele é muito bem tolerado e nós também observamos que o IMC [índice de massa corporal] no grupo de tratamento ativo subiu um pouco e os pacientes sentiram-se melhores de forma geral. Portanto, nós acreditamos que ele tem o potencial para ser uma boa adição à atual estratégia de tratamento, o que irá beneficiar a memória dos pacientes”, alegou o Dr. Scheltens.
Além disso, ele acrescentou, é possível que o Souvenaid possa ter utilidades clínicas que se estendem da doença de Alzheimer a outros distúrbios neurodegenerativos, como a doença de Parkinson ou outras condições que envolvem a perda de sinapses.
Problemas regulatórios
A Alzheimer's Association expressou preocupação sobre os chamados alimentos médicos em geral – principalmente porque sua eficácia ainda não foi provada. O médico e cientista chefe, William Thies, PhD, contou à Medscape Psychiatry, que o rigor com que o Dr. Scheltens e sua equipe estão testando o Souvenaid é tranquilizador.
Entretanto, ele apontou, existe uma grande questão regulatória que necessita ser abordada, observando que a US Food and Drug Administration não exige o mesmo nível de testes para a aprovação de alimentos médicos como o faz para medicamentos, deixando os pacientes e suas famílias vulneráveis a alegações não comprovadas.
O Dr. Scheltens alegou que seu grupo compartilha as preocupações da associação. “É por isso que estamos fazendo esses ensaios. Eu acho que antes de persuadir os médicos a prescreverem algo, é preciso ter provas. Eu nunca prescreveria qualquer coisa se não a tivesse visto ser testada. Para mim, o fato de que alimentos médicos possuem uma via regulatória diferente é irrelevante. Eu preciso observar evidências de ensaios clínicos”, disse ele.
O estudo foi financiado pelo um fundo ilimitado da Danone Research. O Dr. Scheltens não declarou quaisquer relações financeiras relevantes. As declarações dos outros pesquisadores estão divulgadas no artigo original.
Alzheimers Dement. 2010;6:1-10.
Informação sobre a autora: Caroline Cassels é chefe de reportagem da Medscape Psychiatry. Jornalista médica e da área de saúde há 20 anos, ela escreveu extensivamente para o público médico e consumidor geral. Ela ajudou a lançar e foi editora da Health Digest, uma premiada publicação canadense destinada a consumidores da área de saúde. Carolina também foi editora nacional do web site canadense Heart & Stroke Foundation antes de se juntar à Medscape Neurology & Neurosurgery em 2005 e venceu o American Academy of Neurology Journalism Fellowship Award de 2008.
Copyright 2010 WebMD, Inc. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a republicação, redistribuição, propagação ou disseminação do Conteúdo Medscape ou do Conteúdo Medcenter sem a prévia autorização por escrito de WebMD.
Outra publicação:
uridina
A uridina, de designação química 1-β-D-ribofuranosil-uracilo, consiste num nucleótido formado pelo açúcar ribose e pelo composto orgânico azotado uracilo.
A união da uridina com uma ou mais moléculas de ácido fosfórico dá lugar a ribonucleótidos de grande importância no metabolismo. Assim, o monofosfato-5 de uridina (ácido uridílico, UMP) é um produto inicial para a síntese de outros nucleótidos pirimidínicos e um dos blocos estruturais dos ácidos ribonucleicos; o difosfato-5 de uridina (UDP) e o trifosfato-5 de uridina (UTP) intervêm na síntese do glucogénio e das glicoproteínas; o monofosfato cíclico 3,5 de uridina (UMP cíclico) fá-lo também em determinados processos de regulação da célula.
Como referenciar este artigo:
uridina. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010. [Consult. 2010-12-18].
Disponível na www:
domingo, 12 de dezembro de 2010
Polifenóis, carotenos e fitonutrientes
O que são fitonutrientes e onde são encontrados
O termo “fito” é originário do grego e significa planta. Fitonutrientes são certos componentes orgânicos das plantas que acredita-se promover a saúde humana. Frutas, vegetais, grãos, legumes, nozes e chás são fontes ricas de fitonutrientes. Os fitonutrientes também são conhecidos como fitoquímicos.
O termo “fito” é originário do grego e significa planta. Fitonutrientes são certos componentes orgânicos das plantas que acredita-se promover a saúde humana. Frutas, vegetais, grãos, legumes, nozes e chás são fontes ricas de fitonutrientes. Os fitonutrientes também são conhecidos como fitoquímicos.
Principais classes de fitonutrientes
As principais classes de fitonutrientes são:
* Caretenóides e carotenos.
* Flavonóides (polifenóis) incluindo isoflavonas.
* Fitatos.
* Fitoestrogênios.
* Isotiocianatos.
* Fenóis.
* Sapopinas.
* Sulfidos.
* Terpenos.
O que são polifenóis
Os polifenóis são componentes naturais de uma ampla variedade de plantas e são conhecidos com metabólitos secundários.
Fontes alimentares de polifenóis incluem cebola, maçã, chá, vinho tinto, uvas vermelhas, suco de uva, morango e certas nozes. Os polifenóis podem ser classificados em flavonóides e não-flavonóides.
O que são carotenóides e carotenos
Os caretenóides são divididos em duas classes: xantofilas e carotenos entre os quais se encontram o beta-caroteno (pró-vitamina A ) e o licopeno. Os carotenóides são responsáveis pelo pigmentos vermelhos, laranjas e amarelos em frutas e vegetais. Frutas e vegetais ricos em carotenos parecem proteger as pessoas de certos tipos de câncer, doença cardíaca e degeneração macular relacionada à idade.
Os caretenóides são divididos em duas classes: xantofilas e carotenos entre os quais se encontram o beta-caroteno (pró-vitamina A ) e o licopeno. Os carotenóides são responsáveis pelo pigmentos vermelhos, laranjas e amarelos em frutas e vegetais. Frutas e vegetais ricos em carotenos parecem proteger as pessoas de certos tipos de câncer, doença cardíaca e degeneração macular relacionada à idade.
Assinar:
Postagens (Atom)