sábado, 17 de agosto de 2013

OVO DE GALINHA CAIPIRA X OVO DE GALINHA DE GRANJA



O conteúdo de proteínas é praticamente o mesmo nos dois tipos de ovo. A diferença é que o ovo de galinha caipira possui teores consideravelmente maiores de carotenóides totais, substâncias antioxidantes que são precursoras da vitamina A (essas substâncias são transformadas em vitamina A depois de serem absorvidas e metabolizadas pelo organismo animal).

Por serem antioxidantes, podemos dizer que os carotenóides comportam-se como ?vigilantes?, protegendo o nosso organismo dos danos causados pelos radicais livres. E é justamente pela presença dos carotenóides que a gema da galinha caipira tem uma cor mais avermelhada que a gema da galinha de granja.

Outra diferença entre eles é o conteúdo total de retinol, leia-se: vitamina A, que é um nutriente essencial para a regeneração das mucosas e da pele. A Universidade Federal de São Paulo (USP) desenvolveu um estudo que encontrou três vezes mais retinol no ovo caipira do que no ovo de granja.

E A CASCA DOS OVOS?

A cor da casca dos ovos indica apenas a cor da galinha, e a cor varia conforme a raça da galinha. As galinhas de cor branca possuem ovos brancos e aquelas de cor vermelha possuem cor vermelha. Portanto, não escolha um ovo pela cor de sua casca, porque a cor da casca não fornece nenhuma informação sobre o valor nutricional do ovo.

DICA: O pó da casca de ovo serve como fonte complementar de cálcio, nutriente importante para o crescimento e na recuperação da saúde após uma doença, na gravidez e amamentação e para as pessoas idosas. Para fazer o pó é necessário uma boa limpeza das cascas. Antes de abrir o ovo lave bem sua casca com água e sabão e depois seque-as. Coloque as de molho em 1 litro de água com 2 colheres (de sopa) de vinagre. Ferva durante 20 minutos e deixe secar. A casca deve ser triturada e o pó deve ser peneirado várias vezes. Pode-se usar uma pitada diariamente nas refeições ou em sucos e vitaminas.


Tirado do site: PTIT CHEF

sexta-feira, 21 de junho de 2013


NUTRINDO O CÉREBRO - Por: Lúcia Moura Cardoso - Nutricionista "



* Mestre em Psicologia Social pela Universidade Gama Filho



1- O cérebro é formado por várias células nervosas denominadas de neurônios, que por sua vez são compostos de um corpo e núcleo arredondado, com prolongamentos de uma rede de ramos dendríticos e uma única fibra nervosa longa, ou axônio.



Na extremidade do axônio encontram-se substâncias químicas denominadas neurotransmissores.



Quando ocorre a secreção desses neurotransmissores, as mensagens percorrem as junções ou "sinapses" na extremidade do axônio de uma célula até receptores específicos em outra.





2- A composição da dieta, uso adequado de suplementos e mudanças simples no estilo de vida, inclusive exercícios mentais e físicos são fatores que podem favorecer positivamente o funcionamento cerebral, além de facilitar a captação dos neurotransmissores, essenciais a memória, inteligência, criatividade e humor.



Por exemplo, se aumentarmos a ingestão de aminoácido TRIPTOFANO este atua como precursor da vitamina NIACINA e do neurotransmissor SEROTONINA que melhora o humor.



Estudos tem demonstrado que a utilização combinada de aminoácido TRIPTOFANO com carboidratos aumenta a SEROTONINA que demonstra capacidade de aliviar a dor; e caso seja utilizado antes de deitar poderá fornecer sensação de entorpecimento e sono; assim como redução de hiperventilação resultante de ansiedade ou pânico e ação positiva sobre a psicose de Korsakoff - perda da memória induzida pela ingestão de álcool levando a uma das formas de demência mais prevalente nos Estados Unidos.



A COLINA presente, por exemplo, no ovo, preconiza o neurotransmissor acetilcolina importante para manutenção de uma boa memória.



Sua deficiência parece estar associada a doença de Alzheimer, causa comum de demência, caracterizada por deterioração de memória, capacidade de julgamento e orientação.



A manipulação do aminoácido TIROSINA na dieta, presente por exemplo na SOJA, atua como precursor de neurotransmissor DOPAMINA essencial a função MOTORA adequada.



A utilização de TIROSINA anterior à exposição de animais em laboratório ao estresse previne a redução de neurotransmissor NOREPINEFRINA, proporcionando ENERGIA e alivio do ESTRESSE.



Nutrientes como ÁCIDO FÓLIO (presentes nos vegetais verde-escuros como brócolis e espinafre, feijões, carne magra, pães integrais, etc) e óleo de peixe (OMEGA 3) podem ajudar na determinação da quantidade, caráter e funcionamento de neurotransmissores que alteram o cérebro.



Vale a pena ressaltar que o ácido fólico previne, em gestantes, defeitos congênitos no tubo neural; aumento de QI, na Síndrome do X-frágil, distúrbio hereditário, presente no sexo masculino, caracterizado por retardo mental.



Além disso, baixos níveis de FOSFATO e VITAMINA B12 tem sido associados com elevada HOMOCISTEÍNA plasmática e riscos de doença coronariana.





3- Ao longo da vida, as células, inclusive as do cérebro, são danificadas por substâncias químicas instáveis, chamadas radicais livres de oxigênio, que levam a uma diminuição no ritmo de produção de energia.



A ação destas substâncias compromete a atuação dos neurônios, pois provocam retração dos dendritos e o desaparecimento das sinapses, o que reduz a capacidade de comunicação entre as células danificando o funcionamento mental.



Após anos de exposição aos radicais livres, os neurônios podem ser destruídos e, por fim, provocar doenças de Alzheimer, Parkinson e doenças degenerativas do cérebro.



A melhor maneira de evitar e até mesmo REVERTER esses déficits cerebrais induzidos pela idade, é fornecer ao cérebro mais ANTIOXIDANTES, a fim de neutralizar a ação dos radicais livres destrutivos.





4- A perda da memória presente em casos de demência e da doença de Alzheimer pode se dar através do rompimento dos sistemas neurotransmissores.



As novas pesquisas vem se concentrando no mecanismo de recepção das células nervosas - no grau de abundância e "sensibilidade" dos receptores dendríticos na captura e processamento dos neurotransmissores.



Anormalidades nos receptores podem prejudicar a propagação da mensagem.





5- Com o ENVELHECIMENTO começa a acontecer uma DIMINUIÇÃO DO FLUXO SANGUÍNEO na massa cinzenta do córtex cerebral e ocorre uma redução na eficiência da produção de energia nas MITOCÔNDRIAS das células cerebrais.



O declínio mental não é uma parte normal do envelhecimento, mas pode ser provocado por doenças vasculares - inclusive diabetes, enrijecimento das artérias carótidas, hipertensão arterial e estágios iniciais da doença de Alzheimer.



A hipertensão parece reduzir o tamanho do cérebro e pode causar lesões sutis ao tecido cerebral, provocando declínio cognitivo.



Desta forma, a ingestão diária de frutas e legumes, promove a ingestão de vitaminas antioxidantes e de outros componentes ativos neles contidos prevenindo doenças cardiovasculares.





6- Por motivos ainda não conhecidos, ao longo do processo de envelhecimento, o cérebro dos homens sofre mais mudanças, DNCOLHENDO mais rápido do que o das mulheres.



Uma possível razão é que o ESTROGÊNIO parece proteger o cérebro das mulheres, pois aumenta a atividade dos neurotransmissores, sobretudo da ACETILCOLINA, que atua como um potente preservador da memória em mulheres idosas e possivelmente, um antídoto parcial à doença de Alzheimer.



Desta forma vale à pena enfatizar o uso da COLINA, presente no ovo, gérmen de trigo, peixes, verduras, couve-flor e lecitina de soja.



A colina, assim como o INOSITOL, faz parte do complexo B, embora, não possa ser considerada uma "vitamina", já que a mesma pode ser sintetizada por grupamentos metila provenientes a partir da metionina, sob ação do ácido fólico e da vitamina B12.



Sendo absorvida no intestino, a COLINA atravessa a barreira hemato-encefálica, participando do metabolismo cerebral e na neurotransmissão.



Além disso, atua como agente lipotrópico, agindo na emulsão de colesterol e outras gorduras, prevenindo desta forma o desenvolvimento de doença aterosclerótica.



Como componente da esfingomielina, participa da estrutura da mielina dos nervos, podendo auxiliar no tratamento da esclerose múltipla.



Estudos realizados com mulheres cujos ovários foram retirados, esgotando o suprimento de estrogênio tinham desempenho pior em testes cognitivos, sobretudo nos testes de memória verbal.



As que posteriormente vieram a tomar estrogênio recuperaram as habilidades mentais.



As que não fizeram terapia de reposição hormonal no estudo não as recuperaram.



Este hormônio estimula também o crescimento de dendritos e sinapses nas células nervosas, ampliando os canais de comunicação.



Pesquisas recentes identificam o ESTROGÊNIO como um potente ANTIOXIDANTE, uma vez que REDUZ a capacidade das toxinas das células cerebrais de gerar radicais livres destrutivos, como GLUTAMATO e uma proteína denominada BETA-AMILÓIDE, encontrada no cérebro dos pacientes de Alzheimer.





7- Logo, o preparo nutricional para menopausa, com uso de estrógenos fracos oriundos de fontes como soja, amora, inhame, SEMENTE de LINHAÇA e produtos especializados poderá servir de suporte para uma função neurológica mais ativa, amenizando sintomas como a perda de memória presentes na menopausa ( ver artigo câncer de mama).



Além disso, a TIROSINA presente na soja, poderá favorecer a captação de dopamina, melhorando a ação motora de pacientes parksonianos.



8- A relação de ingestão de gordura omega 6 e 3 também merece atenção, pois o consumo atual de gorduras omega-6 em forma de margarina e produtos de confeitaria superam as do tipo omega-3 do peixe, traduzindo uma condição REPULSIVSA para as células, sobretudo as células cerebrais.



Entre os tipos de OMEGA-3, o ácido docosahexaenóico (DHA) se concentra nas membranas dos centros de comunicação SINAPTICOS, no córtex cerebral, nas mitocôndrias e nos fotorreceptores da retina do olho.



É necessário para construir e preservar estruturas celulares cerebrais flexíveis e pode ser encontrado nos frutos do mar ou em suplementos.



O DHA aumenta o suprimento de acetilcolina no cérebro de animais de laboratório e reverte danos nos problemas de aprendizado nesses animais.



O ácido eicosapentaenóico (EPA) é outra gordura de alta potência encontrada no óleo de peixe e em peixes gordos, especialmente salmão, sardinha, cavalinha, linguado, viola, atum, cherne, truta e arenque.



O omega-3 desempenha influência positiva na síntese das prostaglandinas, proporcionando propriedades antiinflamatórias; diminuem níveis de colesterol e triglicerídeos; possui propriedades anticoagulante, reduzindo adesividade e agregação antiplaquetária.



O ácido linolênico é uma outra gordura omega-3 e é encontrada em nozes, castanha-do-Pará, castanha de caju, semente de linhaça, canola e soja.





9- A gordura monoinsaturada, como o AZEITE DE OLIVAMEMÓ, pode ser benéfica para a MEMÓRIA, pois contém antioxidantes e compostos fenólicos, além de prevenir doenças cardiovasculares, uma vez que neste alimento o conteúdo do ácido linoléico da lipoproteína de baixa densidade - LDL (o "mau colesterol") é reduzido, havendo assim um menor consumo celular por parte dos MACFÓFAGOS e diminuição da susceptibilidade do LDL à oxidação.





10- A carne vermelha contém alto nível de gordura saturada. Logo, devemos dar preferência às aves de carne branca e sem a pele pois têm baixo teor de gordura e são uma boa fonte de proteína, também importante para o cérebro .





11- Excessos de ácidos graxos OMEGA 6 podem levar a INFLMAÇÃO persistente do tecido cerebral.



Essa inflamação pode danificar os vasos sangüíneos cerebrais, ativando processos que podem destruir as células cerebrais, deformar membranas das células nervosas, perturbando seu funcionamento normal, interferir na transmissão de mensagens entre os neurônios e promover derrames, doença de Alzheimer e provavelmente todas as doenças degenerativas do cérebro.



O metabolismo dos ácidos graxos Omega-6 envolvem substâncias semelhantes a hormônios conhecidos como eicosanóides - entre elas prostaglandinas, leucotrienos e citoquinas - bem como radicais livres, todos os quais podem gerar inflamação.



A GORDURA ONEGA-6 pode produzir uma substância denominada ácido araquidônico, que está profundamente relacionada a morte de células nervosas. Além de gerar eicosanóides, que provocam inflamação e radicais livres, o ácido araquidônico também pode estimular a produção de GLUTAMATO, o principal neurotransmissor iniciador da execução dos neurônios, envolvido no dano cerebral decorrente do envelhecimento e de derrames.





12- Trabalhos demonstram que pequenas anormalidades na composição lipídica das membranas celulares alteram o funcionamento do cérebro.



Pacientes de esquizofrenia parecem ter defesas antioxidantes defeituosas, o que permitiria que o ataque dos radicais livres à gordura nas membranas de suas células cerebrais causassem sua fácil oxidação.



Um estudo revelou que as hemácias de esquizofrênicos tinham apenas a metade do DHA e de Omega-6 e um quarto da quantidade de ácido araquidônico dos indivíduos normais e saudáveis.



A quantidade de DHA e ácido araquidônico nas células do sangue tendem a refletir a quantidade nas células do cérebro.



Os pacientes esquizofrênicos com maiores deficiências de DHA e ácido araquidônico tendem a ter sintomas mais graves, os chamados "negativos", entre eles insensibilidade emocional, retração social, pobreza de discurso e atividade e déficit cognitivos, todos eles altamente resistentes aos tratamentos com medicamentos convencionais.





13- Alguns autores têm mencionado que problemas comportamentais em crianças, sobretudo o distúrbio do déficit de atenção, que pode envolver também hiperatividade, podem estar relacionados a uma deficiência do tipo certo de ácidos graxos na alimentação e nas células cerebrais - principalmente a escassez de Omega-3.



Essas crianças, bem como os adultos portadores do distúrbio, podem ter um erro genético que interfere em sua capacidade de metabolizar as gorduras cerebrais necessárias, por isso precisariam de uma quantidade de gordura muito maior do que os outros cérebros para funcionar normalmente.





14- Pesquisadores ingleses teorizam que a atividade de uma ENZIMA, a delta-6 desaturase, é necessária para ativar a matéria-prima ou os precursores que suprem os ácidos graxos essenciais, inclusive o Omega-3 e Omega-6, aos neurônios.



Entretanto, nos indivíduos com distúrbio de déficit de atenção, a atividade da enzima necessária é bloqueada, portanto os ácidos graxos adequados não são produzidos.



Isto resulta em uma espécie de fome cerebral que provoca uma série de problemas, entre eles: dificuldade de aprendizado, desatenção, falta de foco e hiperatividade.



O estresse psicológico e a falta de ZINCO são dois fatores que contribuem para o bloqueio da enzima, mas a ingestão excessiva de gorduras nocivas, como as gorduras animais saturadas e gorduras hidrogenadas é o principal fator que bloqueia a capacidade da enzima de produzir gorduras cerebrais vitais.



Desta forma, nota-se a importância do consumo protéico à base de carnes brancas, em especial o peixe, já que são fonte de aminoácidos, ZINCO e gordura Omega-3.





15- O cérebro de pessoas portadoras de dislexia, uma doença caracterizada pela dificuldade de ler e escrever apesar da presença de habilidades adequadas para o aprendizado normal e de motivação, não decompõe os ácidos graxos e os incorpora às membranas dos neurônios da mesma forma que as pessoas normais.



Pesquisas sugerem que os disléxicos têm dificuldade de sintetizar e transportar ácido graxo Omega-3 até as células do cérebro; por isso, eles precisam de mais ácidos graxos Omega-3 do que as outras pessoas.





16- Níveis altos de açúcar no sangue, assim como a ingestão de grande quantidade de açúcar, podem prejudicar o cérebro com a aceleração do processo de ENVELHECIMENTO provocado pelas reações químicas nas células.



A glicose no sangue reage às proteínas, criando as chamadas "proteínas anormais "glicosiladas".



Elas tornam os ossos mais amarelos, prejudicam as articulações, endurecem e entopem os vasos sangüíneos e comprometem o funcionamento dos órgãos, inclusive do cérebro.



Pesquisadores alemães afirmam que tais proteínas são o primeiro passo para o dano neurológico, chamado neuropatia, causado pelo diabetes.



Também acreditam que esse processo de "glicosilação" é um dos responsáveis pela destruição das células cerebrais que levam às doenças neurodegenerativas, inclusive à doença de ALZHEIMER, e até mesmo à perda de memória relacionada com o envelhecimento.



17- Alguns pesquisadores afirmam que o risco da formação de proteínas glicosiladas destrutivas derivam da ingestão constante de uma alimentação rica em açúcares simples, independente da elevação dos níveis de glicose no sangue.



Além disso, a sobrecarga de açúcar aumenta os níveis de insulina, podendo desencadear intolerância à glicose diabetes e hipertrigliceridemia.



A hiperinsulinemia leva ao aumento de absorção de sódio à nível renal levando a hipertensão arterial, com implicações significativas para derrames e disfunção cerebral.



18- O primeiro passo para a destruição de uma célula nervosa muitas vezes é um processo denominado "peroxidação lipídica".



Trata-se do mesmo processo que torna tóxicas as partículas de colesterol LDL, permitindo que elas penetrem nas paredes dos vasos sanguíneos e levando ao acúmulo de plaquetas a artérias obstruídas.



19- A PERTOXIDAÇÃO LIPÍDIACA pode ser combatida com antioxidantes que retardam o processo de envelhecimento do organismo como um todo e são particularmente necessários no cérebro.



Dentre esses, os melhores são: VITAMINA E, ÁCODP LIPÓICO, COENZIMA Q10, os carotenóides como o betacaroteno, alfacaroteno, licopeno, luteína e os flavanóides presentes nas frutas e vegetais.



A GLUTATIONA, produzida internamente pelo organismo, também é essencial e a melhor maneira de elevar seu nível nas células nervosas é tomar ÁCIDO LIPÓICO e vVITAMINA C.



20- A maior fonte de LICOPENO é o TOMATE, sobretudo os produtos processados a base de tomate, como polpa e molho de tomate.



Um estudo italiano recente revelou que a ingestão diária de purê de tomate com 16,5 miligramas de licopeno durante 21 dias elevou significativamente a capacidade antioxidante no sangue.



Os danos provocados pelos radicais livres às células ao DNA tiveram uma queda de 33%.



22- A ingestão de CHÁ VERDE também ajuda a manter saudáveis os vasos sangüíneos, os microvasos que alimentam tanto o CERÉBRO quanto o CORAÇÃO.



23- O VINHO TINTO tem alto teor de antioxidantes polifenóis, sobretudo antocianinas, que podem ajudar a proteger o CÉREBRO dos danos provocados pelos radicais livres, derrames e perda de memória relacionada à idade.



Por outro lado, a ingestão de grandes quantidades de bebidas alcóolicas, inclusive vinho tinto, pode danificar as células do cérebro, levando à atrofia cerebral, declínio nas funções cognitivas e demência.



O excesso de álcool é prejudicial ao cérebro e aumenta a probabilidade de derrames.



Quando consumido com moderação, o vinho tinto tem efeitos antiinflamatórios e tende a elevar o colesterol HDL, o bom colesterol, o que poderia ajudar a proteger os vasos sangüíneos da destruição.



24- O CAFÉ e bebidas à base de cafeína devem ser ingeridas com moderação, já que esta substância é um estimulante psicomotor brando que produz efeitos similares a doses muito baixas de cocaína e anfetamina, proporcionando sensação de maior energia, bem-estar, menos sonolência, vontade de falar, maior sociabilidade e maior capacidade de concentração.



Devido a sua semelhança com a adenosina, a molécula de cafeína pode bloquear a ação deste neurotransmissor, assumindo seu lugar nos locais receptores da célula do cérebro. Isso permite que a adenosina empeça a ação de neurotransmissores estimulantes, como a dopamina.



Em casos de gastrite e úlceras gástricas e/ou duodenais a ingestão de cafeína é contra-indicada devido a ação estimulante sobre a produção de ácido clorídrico.





25- O estresse, além de provocar ansiedade, depressão, incômodo, fadiga crônica, pode alterar a própria estrutura e funcionamento das células do cérebro, gerando uma reação na qual o organismo secreta hormônios como corticoesteróides e adrenalina, mobilizando o organismo para se salvar do perigo.



A curto prazo o estresse pode ser bom para o funcionamento mental, mas quando se faz persistente pode esgotar o cérebro, desgastando importantes ligações neuronais e, por fim, provocar esquecimento.



O estresse crônico leva ao encolhimento do hipocampo, o centro da memória do cérebro.





26- Exposição excessiva a elevados níveis de glicocorticóides causados pelo estresse crônico podem provocar a morte das células nervosas responsáveis pela memória.



Logo, o cuidado com a alimentação e o bem estar psicológico parecem ser os principais caminhos na busca de boa saúde mental.



Então...That is it!



Sandra Ebisawa :))



postado por BIOECOLOGIA PERINATAL , às 16:56

sábado, 15 de junho de 2013

Cerveja, com moderação, evita doenças cardíacas

Pesquisadores brasileiros vão fazer testes com humanos para provar benefícios. Na Europa, estudo com porcos deu certo

O Dia
Rio - Beber cerveja — sem exageros — pode ajudar a saúde do coração e evitar doenças. Para comprovar todos os benefícios de uma das bebidas mais populares do país, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) vai iniciar pesquisa com voluntários, que deverão consumir até 400 ml do líquido, diariamente.
Brasil é o terceiro país que mais consome cerveja
Foto:  Reprodução

Responsável pelo levantamento, Nabil Ghorayeb, da SBC, afirma que pesquisa feita com porcos na Universidade de Barcelona, Espanha, comprovou os efeitos benéficos da cerveja. O estudo, que será apresentado hoje no 34º Congresso da Sociedade de Cardiologia de São Paulo, mostrou que pequenas doses da bebida diminuíram o entupimento dos vasos sanguíneos (aterosclerose) naqueles animais. A bebida foi capaz ainda de reduzir a gordura nos vasos e evitar doenças, como o infarto.
“A cevada e o centeio presentes na cerveja, além da pequena quantidade de álcool, protegem os vasos sanguíneos. Já comprovamos isso com o vinho e tudo indica que teremos resultado semelhante com a cerveja”, cita.
No Brasil, a pesquisa será feita em parceria com o Hospital do Coração, de São Paulo. Além de moradores da capital paulista, poderão participar do levantamento habitantes de cidades do Nordeste e do Rio.
UM POUCO A CADA DIA
Médicos pretendem comparar a saúde de dois grupos: os que bebem pouco mais de uma latinha por dia e os abstêmios. Segundo Nabil, a primeira etapa do estudo, que deve durar pelo menos um ano, será feita com indivíduos saudáveis e sem problemas cardíacos. “O Brasil é o terceiro maior consumidor de cerveja.Brasil é o terceiro país que mais consome cerveja
Foto:  Reprodução


Responsável pelo levantamento, Nabil Ghorayeb, da SBC, afirma que pesquisa feita com porcos na Universidade de Barcelona, Espanha, comprovou os efeitos benéficos da cerveja. O estudo, que será apresentado hoje no 34º Congresso da Sociedade de Cardiologia de São Paulo, mostrou que pequenas doses da bebida diminuíram o entupimento dos vasos sanguíneos (aterosclerose) naqueles animais. A bebida foi capaz ainda de reduzir a gordura nos vasos e evitar doenças, como o infarto.
“A cevada e o centeio presentes na cerveja, além da pequena quantidade de álcool, protegem os vasos sanguíneos. Já comprovamos isso com o vinho e tudo indica que teremos resultado semelhante com a cerveja”, cita.
No Brasil, a pesquisa será feita em parceria com o Hospital do Coração, de São Paulo. Além de moradores da capital paulista, poderão participar do levantamento habitantes de cidades do Nordeste e do Rio.

Tags: cerveja

sábado, 8 de junho de 2013

Espinafre

O espinafre (Spinacia oleracea) é tinia Quenopodiácea, que provavelmente procede do Oriente.

Composição e Propriedades

Como em todas as hortaliças de folhas, o espinafre não possui tini conteúdo extraordinário de substâncias nutritivas. Em 100 g de espinafre figuram 93 g de água, 2,3 g de proteínas, 0,3 g de gordura, e 1,8 g de hidrocarbonatos, e apenas umas 20 calorias. É, porém, importante o seu rico conteúdo de vitaminas, valiosos minerais em forma de sais, clorofila, oligoelementos e fermentos.
Do que vamos apresentar em seguida pode deduzir-se facilmente o seu enorme valor fisiológico e nutritivo.


Os elementos ativos do espinafre são tão numerosos que, como se costuma dizer, substituem meia farmácia. Esta comparação não é exagerada. Esta saborosa hortaliça de folha é rica em cálcio, fósforo e enxofre. Só com estes três fatores ocuparia já um lugar destacado no regime nutritivo. Mas o mais importante é outra coisa: o espinafre oferece uma composição ideal de toda a melhor farmacopéia que é necessária e eficaz para a formação do sangue, isto e: arsênico (0,009 mg em 100 g), cobre, lodo, ferro (10 mg em 100 g), vitamina C e clorofila, que é quimicamente muito parecida com a hemoglobina humana.
Que laboratório pode oferecer uma maior composição? Os nossos preparados de ferro não conseguem melhores resultados que o suco cru de espinafre, tal como o de urtigas, que é de riqueza potencial equivalente. O suco de espinafres já demonstrou a sua eficácia no tratamento de meninas anêmicas, durante os anos de desenvolvimento, para acelerar a reposição de sangue, depois das operações, assim como para hemorragias internas ou declaradas ocultas, cujo tratamento cirúrgico eventual não se deve abandonar.
Mas, se isto não fosse suficiente para nos convencer do valor excepcional do espinafre, podemos acrescentar que o espinafre ocupa o primeiro lugar, com grande vantagem, entre as hortaliças, pelo seu conteúdo em proteínas, vitaminas e elementos minerais. Como, além disso, os elementos básicos excedemos ácidos, assim a urina, com uma alimentação abundante em espinafres rende, sempre que não se consumam muitos alimentos de grande produção de ácidos, tais como carne, ovos, avelãs, nozes e semelhantes ou cereais, a uma reação alcalina, que é a que se procura nas doenças para a desintoxicação, evacuação e expulsão de sal.
Contém vitamina A em quantidade notável, isto é, a vitamina para a proteção da pele e das mucosas, que nem sequer se perde por cocção, evaporação ou conserva. Também não se deve menosprezar o excelente conteúdo de vitaminas B e C. Estas características tornam evidente que o espinafre o seu suco desempenham um papel importante nas doenças gástricas da amamentação primeira infância. Naturalmente, pode dizer-se o mesmo a respeito da alimentação dos doentes.
Este louvor dos espinafres tem, além disso, uma estrofe que não deve ser esquecida. Já foi cantada pelos árabes que sabiam que o espinafre é «bom para o fígado, remédio para a icterícia e laxante para a digestão». Esta antiqüíssima experiência e comprovação explica-se hoje com a descoberta da presença da secretina no espinafre, que combinada com a saponina (elemento de características semelhantes às do sabão) exerce um efeito de aceleração e aumento (la secreção no fígado, na vesícula biliar, no pâncreas, estômago e intestinos.

Usos Terapêuticos

O efeito curativo do espinafre ou do seu suco, segundo uma velha experiência e uma moderna investigação científica nos casos de anemia (sobretudo nas chamadas hipocrônicas), eczemas cutâneos crônicos prisão de ventre, insuficiência funcional das glândulas digestivas (fígado, pâncreas), escrófulas e avitaminoses, é devido a causas que presentemente são bem conhecidas.

Emprego Como Alimento

Como o espinafre não só possui energia curativa, mas também preventiva, temos de lhe dar o lugar que merece na nossa cozinha e consumi-lo como legume fresco na medida do possível, aproveitando sempre a água em que for cozido, para não perder nada do seu valor.
Fonte: www.geocities.com

sábado, 1 de junho de 2013

 Mirtilo
Fruto nativo da América ajuda a combater a hipertensão.

O mirtilo (em inglês blueberry) é um fruto nativo da América do Norte rico em flavonóides, especialmente antocianinas, que lhe dão a típica cor azulada e poder antioxidante muito elevado. De acordo com estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, pessoas que incluem este fruto na dieta tem menor risco de desenvolver hipertensão, a qual é fator de risco para infartos e derrames.





Além disso eles fornecem 38% mais anti-radicais livres do que o vinho tinto, que ajuda a proteger o coração; melhoram a visão, ajudam a prevenir cataratas e retinopatias dos diabéticos. Podem ainda auxiliar a regular o trânsito intestinal e reduzir a inflamação do sistema digestivo.

Para quem mora no Brasil achar mirtilos não é muito fácil, e nem muito barato. Mas ele pode ser substituído por outros vegetais ricos em antocianinas como amoras, morangos, ameixas, repolho, cebola vermelha e toranja. Outros flavonoides também podem ser encontrados nos chás, em sucos de frutas, chocolate com alto teor de cacau e vinho tinto.

Apesar do valor nutricional do mirtilo, mais importante do que comer uma grande quantidade de uma única fruta, é variar bastante o cardápio.


sábado, 18 de maio de 2013


ALIMENTOS EM CASOS DE INFECÇÃO URINÁRIA.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

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Você pode misturar o suco de mirtilo com suco de cranberry
 puro para aproveitar o poder de cura de ambos.


O tratamento caseiro para a infecção do trato urinário (ITU) é muitas vezes suficiente para resolver o problema se os métodos adequados são utilizados de forma consistente. Na verdade, usar métodos naturais para tratar uma infecção urinária no primeiro sinal de sintomas pode ajudar a prevenir uma infecção mais graves.

Os sintomas mais comuns de infecção do trato urinário incluem:
- Vontade de urinar mais frequentemente;
- Diminuição da quantidade (volume) de urina;
- Dor durante e após a micção (geralmente uma sensação de queimação ou ardor)
Os sintomas mais graves infecção do trato urinário incluem febre, náuseas, vômitos e constante dor na região abdominal.

Naturais remédios para infecção do trato urinário (ITU)
Cranberry: Talvez a mais conhecida solução UTI, cranberries têm sido valorizadas pela sua habilidade em limpar à infecção do trato urinário. Um estudo de 2002 mostrou que cranberry e suco de cranberry alivia os sintomas da ITU melhor do que um placebo. Suco de cranberry é recomendado.

Blueberry: Apesar de não ser tão conhecido como cranberries para tratar uma infecção urinária, blueberries (mirtilo) também foi mostrados para ser um remédio eficaz. Você pode comer blueberries frescos orgânicos, ou mesmo misturar seu suco com suco de cranberry puro para aproveitar o poder de cura de ambos.

Abacaxi: Rico em vitamina C e bromelina, o abacaxi pode ajudá-lo a combater infecções ao mesmo tempo, reduzindo a inflamação. ainda melhorando o sistema imune.

Água: Um remédio padrão para quase qualquer doença, mas beber bastante líquido é extremamente importante no caso do trato urinário infecções. Permite que o corpo elimine as bactérias do trato urinário.

Fonte: Parte do texto traduzido em Natural news, Use natural remedies to treat a urinary tract infection, May 24, auotr Elizabeth Walling.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Conheça alimentos que combatem o estresse e que podem até reduzir o colesterol

A quinoa tem as qualidades do leite materno e reduz o colesterol. E a castanha, basta uma por dia para controlar o estresse.


Do alto das montanhas. Das profundezas da Floresta Amazônica. Do coração da Mata Atlântica. Nunca as riquezas que vêm da terra foram tão valorizadas. São os superalimentos que dão força, vitalidade e combatem o envelhecimento.
Cientistas do mundo todo se voltam para a América Latina. É do Brasil e de alguns dos seus vizinhos que saem os alimentos mais completos para o ser humano. Alimentos que brotam no chão há milênios e que precisavam apenas ser redescobertos, como a quinoa.
Dona Rosa Oliveira descobriu a quinoa no ano passado. Desde então esse alimento nunca mais saiu da dieta. “Com 63 anos, você não ter nenhum pouco de colesterol, é ótimo não é? Então, eu acho que a quinoa lava as artérias”, diz a dona de casa.
Na casa de Dona Rosa, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, todos os dias é o mesmo ritual. Ela inclui flocos de quinoa nas vitaminas que faz para o café da manhã.
“Ah, eu nem sinto o sabor. Não sinto nenhuma diferença. Parece uma aveia normal”, comenta.
Mas para que a quinoa chegasse até a mesa de Dona Rosa não foi fácil. Há 30 anos, os grãos andinos eram praticamente desprezados.  Muitos quase desapareceram.
A redescoberta destes alimentos começou com Luis Sumar Kalinowski, um morador do Vale Sagrado dos Incas. O professor Luis hoje tem 75 anos e continua entusiasmado. Ele pergunta: “O que queremos para as nossas crianças? Que representem um futuro para as nações. Então, temos que lhes dar bom alimento”.
Disposto a estudar os cultivos andinos, o professor conseguiu convencer a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos a financiar um grande projeto.
Durante seis anos, ele saiu pelas montanhas em busca das plantas esquecidas.  “Um abandono total”, diz. O amaranto, um primo da quinoa, foi salvo por pouco. Foi salvo por ser bonito. Depois de procurar muito, encontrou.
“Em um jardim. Então, eu procurei jardins e mais jardins. Fui ao litoral, procurei em Cusco. Procurei muito e assim consegui resgatar”, conta o professor.
O amaranto, um superalimento ainda pouco conhecido, tinha virado uma planta ornamental.
Lado a lado, o amaranto e a quinoa. Esta era uma paisagem muito comum 500 anos atrás. Quando os conquistadores espanhóis chegaram, eles não só desprezaram estas plantas. Segundo os estudiosos, eles intencionalmente destruíram estes superalimentos, que davam a força aos guerreiros incas.
“Eles queriam dominar as populações conquistadas e uma maneira de dominá-las é proibindo que comam alimentos de qualidade. Pois quem come alimento de qualidade tem cabeça boa e se põe a pensar”, explica o professor.
O resultado do trabalho do professor foi um livro que jogou luz sobre as riquezas esquecidas. Dezenas de grãos, raízes, legumes e frutas estão listados nele.
Graças à semente que ele lançou lá atrás, este ano de 2013 foi escolhido o ano internacional da quinoa.
O interesse está em toda parte. Como na pesquisa que Dona Rosa, lá de Ribeirão, participou. Durante quatro semanas, mulheres que já passaram pela menopausa comeram 25 gramas de quinoa por dia. E não mudaram mais nada na alimentação.
A ideia era ver se a quinoa iria proteger o coração delas, justamente na idade em que as mulheres têm mais risco de doenças circulatórias. Para Flávia Giolo de Carvalho, a pesquisadora, não foi tão difícil convencê-las.
“O sabor não interfere tanto nos alimentos. Então, vai só agregar valor nutricional, vai melhorar a saúde da senhora, vai melhorar o perfil lipídico. Eu vendi o meu peixe assim, falando destes potenciais benéficos”, lembra a nutricionista.
No fim da pesquisa, feita pela USP e pela Unesp, as mulheres baixaram o colesterol entre 5% e 10% e aumentaram no organismo as substâncias que combatem o envelhecimento.
“Quando você vê quatro semanas, que 25 gramas deram resultados interessantes, acho que se extrapolar isso para mais tempo, acho que tem resultados melhores ainda. Pensando sempre em melhorar a qualidade de vida, através da inclusão de um alimento”, explica Flávia.
Dona Rosa entrou na pesquisa com o colesterol acima do normal. E agora está com os índices em dia e o coração inteiro para correr atrás da maior paixão: o netinho Jean Otávio, de um ano e meio.
“Trabalho muito, faço todo o serviço da casa e cuido do bebê. Estou aqui inteira. Chega a noite eu quero que o marido vá passear comigo ainda”, conta Dona Rosa.
Em Lima, capital do Peru, fomos encontrar a nutricionista Ritva Repo de Carrasco, uma finlandesa que há 25 anos estuda a quinoa.
Ela chama este alimento de "o grão mais completo do mundo". Descobriu semelhanças da quinoa até com o leite materno.
“A quinoa tem uma proteína que pode ser comparada à do leite. Tem alto conteúdo de fibra, que combate o câncer. E tem ainda compostos que chamamos de bioativos, que protegem contra muitas doenças. Por isso eu diria que a quinoa é um superalimento”, garante a nutricionista.
A quinoa tem os dez aminoácidos essenciais para a vida humana, que o nosso corpo não é capaz de produzir. E em especial a lisina, fundamental na fase do crescimento.
No campo, o desafio é tornar a quinoa um alimento cada vez mais comum e mais barato. Para isso, dez grandes pesquisas estão sendo financiadas no Peru como parte do Ano Internacional da Quinoa.
O engenheiro agrônomo Mario Tapia percorre as montanhas do país recolhendo e testando novas variedades da planta. Se no passado os conquistadores renegaram o conhecimento tradicional, hoje os pesquisadores visitam os descendentes dos antigos donos destas terras para aprender com eles.
“Os agricultores não têm grandes extensões de terra, mas uma pequena área para o uso pessoal. Então, eles dão muito valor, porque complementa a batata, o milho, com as proteínas da quinoa. É um conhecimento tradicional de balancear a dieta”, explica o engenheiro.
No Brasil, em vez de subir a montanha, nós vamos entrar na floresta para procurar saúde. Na Amazônia, a natureza prepara e entrega o presente.
O superalimento que nós procuramos nasce no alto, na copa de árvores de até 50 metros. Mas não é preciso ir buscá-lo lá em cima. Com olhar treinado e facão ligeiro, os homens vão enchendo o cesto.
Mas antes de comer, é preciso vencer várias camadas de casca. Finalmente, está ela: a castanha do Brasil.
Quem colhe passa o dia na mata e não precisa levar comida de casa. “Só sei dizer que não dá fome durante a gente estar trabalhando. A gente come uma castanha de vez em quando, não dá fome”, conta Edison Coelho Teles, catador de castanha.
Sabedoria transmitida geração após geração. Onde a única avenida foi construída pela natureza e o sustento vem da castanha, uma sementinha que carrega a força de uma árvore gigante.
Em São Paulo, onde os gigantes são de pedra, a vida é bem diferente. Correria, agitação e um ritmo alucinante. Para vencer o estresse e os perigos que a cidade traz para a nossa saúde, é preciso contar com a ajuda de um pedacinho da floresta.
Luíza vive apressada. Em um dia daqueles, ela mal tem tempo de dar ‘bom dia’. Luíza comanda uma empresa de informática com 270 funcionários. Todos sabem que ela gosta de perfeição.
“Nós somos ligados, estamos em uma panela de pressão sempre”, comenta.
Nos momentos em que a pressão chega ao máximo, Luíza reage com um gesto quase automático. Ela estica o braço e pede ajuda para a castanha.
“Eu já sinto que eu começo a despertar, eu já começo pensar melhor, eu já começo a tomar decisões melhores. Claro que eu não coloco isso em função de uma castanha, mas ela contribui com o todo”, diz.
Há 20 anos ela tem esse costume. Contra o estresse, uma castanha por dia. “Também, como mulher. A pele fica melhor, o cabelo fica melhor. Enfim, isso ajuda como um todo”, afirma.
A ciência estuda esses e muitos outros benefícios da castanha. Ela protege o nosso organismo principalmente porque é rica em selênio.
“Você pode também garantir um melhor funcionamento do seu organismo durante a vida inteira. Isso contribuirá, com certeza, para uma melhor velhice, para o envelhecimento com mais saúde”, explica Silvia Franciscato Cozzolino, nutricionista - USP. 
Em São Paulo, na USP, a professora Silvia Cozzolino orienta uma série de pesquisas que comprovam os benefícios do selênio no combate a muitas doenças.
“Ele pode ter uma ação, por exemplo, no câncer. Pode ter uma ação em relação a doenças da glândula tireóide, pode ter ação na obesidade”, aponta a professora.
E a lista não para por aí. Outros estudos recomendam a castanha para combater a artrite, prevenir a diabetes, refrear a doença de Alzheimer.
Com o selênio, nosso cérebro funciona melhor por mais tempo. Seu Fernandes, de 81 anos, e Dona Santa, 84 anos, aceitaram ser voluntários de uma pesquisa da USP.
Durante seis meses, consumiram uma castanha por dia. Já que a dose diária é pequena, aproveita.
São Paulo é pequena para Dona Santa. Diariamente, ela anda pela maior cidade do país, como se estivesse no quintal de casa. “Melhor coisa da vida é você ser independente. Eu acho que isso é uma riqueza, dinheiro para mim não ia valer nada”, afirma Santa de Souza, modelista aposentada.
Dona Santa já faz planos para a festa de aniversário. De 85 anos? Não, de 100. “Vai ser em um clube, lá no Corinthians. Mudei de time. Será que foi a castanha? Não foi antes”, brinca.