terça-feira, 24 de setembro de 2013

12 alimentos para o cérebro
       
        

 


Compostos químicos presentes em frutas cpitricas e vermelhas, tofu, chá, chocolate amargo, por exemplo, podem estimular a memória e potencializar a agilidade mental, além de proteger os neurônios, combatendo doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson.
Revista Scientific American - por Mary Franz
Você sabe o que é azul, doce, su­culento e pode impedir os incon­venientes lapsos de memória? Se você respondeu mirtilo acertou. Aparentemente, porém, os brasileiros não dispõem de grandes quantidades dessa fruta - também chamada de blueberry - que pode ser encontrada em algumas re­des de supermercados e, às vezes, é vendida congelada. Mas existem boas razões para procurar a vaccinium cyanococcus: a frutinha pode proteger seu cérebro.
Pesquisas recentes sugerem que compostos presentes em mirtilos, conhecidos como flavo­noides, são capazes de melhorar não só a me­mória, mas também o aprendizado e as funções cognitivas em geral, como compreensão verbal e habilidade numérica. Além disso, estudos que comparam hábitos alimentares com funções cognitivas em adultos sugerem que o consumo de flavonoides pode ajudar a desacelerar o declínio das funções mentais que geralmente acompanham o envelhecimento e até proteger de doenças como Alzheimer e Parkinson.
Há algum tempo, os pesquisadores acredi­tavam que os flavonoides agiam no cérebro da mesma forma que em outras partes do corpo: como antioxidantes, protegendo as células de danos provocados por moléculas instáveis e onipresentes, conhecidas como radicais livres. Atualmente, no entanto, novas pesquisas de­monstram que o poder desses compostos de estimular a cognição resulta principalmente de sua interação com proteínas - essenciais para manter as estruturas e funções do cérebro.
Até o momento, os cientistas identificaram mais de seis mil flavonoides que aparecem em uma grande variedade de tipos. Essas substâncias são amplamente distribuídas em frutas e verduras, grãos de cereais, cacau, chá, vinho e derivados de soja, como tofu. Por isso não é necessário se desesperar procurando mirtilos, para manter sua mente em boa forma.
Antioxidantes poderosos, os flavonoides ajudam a regular o fluxo sanguíneo e a pres­são arterial e protegem as células de danos provocados por radicais livres que se formam no corpo durante processos de metabolização e são potencializados pelos efeitos da poluição, da fumaça de cigarro e da radiação. Por isso, os pesquisadores investigaram, durante décadas, o potencial desses compostos para melhorar a imunidade, prevenir o câncer e reduzir proces­sos inflamatórios.
Há cerca de 15 anos, o químico Ronald Prior e o neurocientista James Joseph, ex-pesquisa­dor do Departamento de Agricultura e Serviço de Estudos Agrícolas dos Estados Unidos, estavam investigando a ação dos antioxidantes e o potencial de vários alimentos no combate à  doenças quando Joseph ouviu comentários sobre dados preliminares sugerindo que pessoas que ingeriam quantidades modera­das de frutas e verdura apresentavam melhor desempenho em testes cognitivos que aquelas que consumiam poucos desses alimentos ou nenhum deles. Os cientistas ficaram intrigados e resolveram testar a hipótese de que a alimen­tação rica em antioxidantes poderia melhorar as funções cerebrais.
Prior e Joseph forneceram alimentos enri­quecidos com extrato de morango, espinafre ou mirtilo a ratos de meia-idade (19 meses) durante oito semanas, o equivalente a cerca de uma década de vida humana. Ao final das oito semanas ratos mais velhos alimentados com ração comum apresentaram resultados significativamente piores em aprendizagem e habilidades motoras como andar em pranchas suspensas, subir em postes, equilibrar-se em varetas giratórias e nadar em labirintos. Os resultados refletiram o declínio mental normal. Em compensação, roedores que comeram alimentos enriquecidos tiveram melhor desempenho nas mesmas tarefas até em relação à sua própria performance no início do estudo. Ratos alimentados com porções de mirtilo apresentaram aumento significativo nas funções motoras e, por razões ainda desconhecidas, nos testes na prancha e na vareta pareciam muito mais capazes de manter o equilíbrio que os ratos que comeram morangos e espinafre. Os cientistas perceberam que alguma substância nas refeições com frutas e verduras enriquecidas tinha favore­cido o desempenho dos animais. Ao constatar que todos os alimentos
do teste eram ricos em flavonoi­des, Prior e Joseph consideraram que esses compostos poderiam ser responsáveis pelo aprimora­mento cerebral.
Estudos com seres humanos também indicavam que comer alimentos ricos em flavonoides podia trazer benefícios cognitivos. Num trabalho publicado em 2007, o epidemiologista Luc Letenneur e seus colegas do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França (Inserm, na sigla em francês) solicitaram a 1.640 idosos cognitivamente saudáveis que preenchessem um questionário sobre seus hábitos alimentares e testassem suas funções cerebrais. Eles acompanharam os participantes durante 10 anos, repetindo os questionários e reavaliando os voluntários quatro vezes nesse período. Em cada exame, os pesquisadores quantificaram o consumo de cinco flavonoides diferentes e correlacionaram esses valores com sua pontuação nos testes de cognição, levando em conta outros hábitos saudáveis conhecidos por afetar a cognição como exercícios, abstinência de fumo e con­trole da obesidade.
Participantes que consumiram mais flavo­noides no início do estudo também foram bem­ sucedidos em testes de habilidade mental como capacidade de efetuar exercícios simples de arit­mética,lembrar de itens de variadas categorias, repetir palavras em frases e identificar locais e datas. Além disso, seu desempenho nesses testes se mostrou, de forma geral, mais estável ao longo do tempo quando comparado ao de participantes cuja alimentação incluía níveis muitos baixos de flavonoides (nesses casos, as habilidades de raciocínio foram diminuindo com o tempo). Participantes que atingiram as melhores pontuações nesse estudo ingeriam entre 18 e 37 miligramas de flavonoides por dia, o que representa aproximadamente 15 mirtilos um quarto de xícara de suco de laranja e meia xícara de tofu.
Outros estudos correlacionando a ingestão de flavonoides com aspectos cognitivos mostraram evidências dos benefícios de incluir na dieta alimentos ricos nesses compostos. Em artigo publicado há pouco mais de um ano, o grupo de pesquisadores liderado pela nutricionista Eha Nurk, da Universidade de Oslo, na Norue­ga, solicitou a 2 mil homens e mulheres com idade entre 70 e 75 anos, que preenchessem questionários sobre hábitos alimentares e depois os submeteu a testes de agilidade mental, que mediam memória de eventos rapidez em nomear objetos e capacidade de lembrar rapidamente de palavras começando com uma determinada letra. Os voluntários que relataram consumir de forma periódica vinho, chá e chocolate - alimentos particurlarmente ricos em flavonoides - tiveram desempenho cognitivo melhor que aqueles que raramente ingeriam esses itens. Participantes que afirmaram beber vinho regularmente (com moderação) apresentaram risco 45% menor de ter baixo desempenho. Os benefícios de­ correntes da ingestão de chá ou chocolate resultaram numa diminuição de 10% a 20% no risco. Aqueles que consumiam os três itens regularmente tiveram probabilidade de baixa pontuação reduzida em 70%.
Além de associarem o consumo de flavo­noides à melhoria da cognição, recentemente os pesquisadores testaram os efeitos de adicionar esses agentes à alimentação - o equivalente humano do trabalho realizado com ratos. Embora seja difícil controlar o que as pessoas comem, já que costumam ter há­bitos muito variados, ficou claro que adicionar flavonoides à dieta pode preservar ou aprimorar a memória, a agilidade de raciocínio e outras capacidades mentais. Em 2009, a nutricionista Anna Macready e seus colegas da Universidade de Reading, na Inglaterra, publicaram a revisão de 15 pesquisas realizadas com um número reduzido de participantes. Em todos os casos foi solicitado aos voluntários que adicionassem alimentos ricos em flavonoides às refeições. Esses compostos podiam provir de derivados de soja, suplementos (Ginkgo biloba ou extrato de casca de pinheiro) ou, em um dos casos, uma bebida contendo cacau.
Embora a interpretação dos resultados fos­se complicada por causa de incompatibilida­des entre os variados tipos de testes cognitivos usados em cada estudo feito anteriormente, os autores concluíram que o consumo de flavonoides de qualquer uma das fontes examinadas melhorou aspectos como compreensão verbal, ra­ciocínio lógico, tomada de decisão, memória e reconhecimento de padrões numéricos. Flavonoides também parecem aguçar habilidades motoras finas como tamborilar. O consumo diário do equivalente a uma xícara e meia de tofu ou duas xícaras e meia de leite de soja por dia foi suficiente para produzir melhora, como também ocorria com a ingestão de 120 mg (uma ou duas cápsulas) de Ginkgo biloba, 150 mg (três cápsulas) de extrato de casca de pinheiro ou 172 mg de bebida com cacau. Este último equivale a sete quadrados de 43 g de chocolate amargo.
Entre os alimentos ricos em flavonoides, os mirtilos podem fornecer proteção muito mais acentuada e duradoura para o cérebro. Em um estudo publicado em 2010, o psiquiatra Robert Krikorian, pesquisador da Universida­de de Cincinnati, coordenou uma equipe que submeteu a testes nove adultos com idade acima de 75 anos com perda moderada de me­mória. Os participantes ingeriram duas xícaras de suco de mirtilo (o equivalente a cerca de cinco xícaras da fruta) todos os dias durante 12 semanas. Depois disso, sua habilidade de lembrar palavras e pares de objetos foi testa­da. Resultado: tiveram um desempenho cerca de 30% melhor, em média, que o grupo de controle de sete adultos idosos que ingeriram bebidas doces sem flavonoides, com sabor semelhante. "Apesar de a amostra ser pouco representativa do ponto de vista estatístico, o teste sugere claramente que adicionar mirtilo à alimentação pode estimular a memória, pelo menos dos idosos", afirma Krikorian. Ele também acredita que o consumo regular da blueberries e mirtilo pode adiar a degeneração cognitiva que costuma surgir com a idade.
• Petiscos para as células
Apesar das comprovações sobre benefícios de certos alimentos, uma questão tem intriga­do os cientistas: como os flavonoides influem na cognição? Exames do tecido cerebral de ratos que ingeriram alimentos contendo es­ses compostos mostraram que alguns tipos chegam ao cérebro, conduzidos pelo sangue. Uma vez no cérebro, essas substâncias evi­tam a oxidação das células. Recentemente, porém, essa teoria vem sendo contestada. Dados sugerem que os flavonoides estão presentes no cérebro em quantidades muito menores que antioxidantes como a vitamina C. Por isso, é provável que outros compostos sejam responsáveis por grande parte da eliminação dos radicais livres no cérebro.
Uma informação importante, compro­vada recentemente, pode dar outros rumos às investigações: os flavonoides alteram a química dos neurônios. Já há bastante tempo
Joseph e seus colegas constataram que camundongos jovens alimentados com ração enriquecida com mirtilo durante 32 semanas, a partir do quarto mês de vida, mostraram níveis mais altos de uma enzima chamada cinase em suas células cerebrais, que aqueles que recebiam ração comum. Embora não esteja claro como os flavonoides estimulam esse processo, sabe-se que muitos tipos de cinase são essenciais à aprendizagem e ao bom funcionamento da memória - por isso se sustenta a hipótese de que grandes quantidades da enzima poderiam ajudar a melhorar a cognição.
Mais recentemente, Jeremy Spenser, bioquímico nutricional da Reading, susten­tou a tese de que flavonoides favorecem o processamento de proteínas críticas para o desenvolvimento mental. Eles podem ajudar, por exemplo, a regular a atividade das cinases e da enzima conhecida como fosfatase - o equilíbrio entre elas é fundamental para a manutenção da integridade das sinapses ou junções entre neurônios, e assim para a ma­nutenção de padrões saudáveis de atividade das células cerebrais.
As isoflavonas da soja podem favorecer a memória agindo como estrógenos fracos, ligando-se a receptores de estrogênio e estimulando os neurônios. Sabe-se que a ativação desses receptores altera a anatomia e a química neural do hipocampo - estrutura com papel importante na memória e cujo funcionamento em geral é mais lento com o passar do tempo. Mas se a comunicação entre os neurônios é facilitada, a capacidade mnêmica é beneficiada. Alguns flavonoides podem até contribuir para o crescimento de novas células no hipocampo.
Eles também parecem proteger os neurô­nios de danos e evitar sua morte, combatendo doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. Dados obtidos em pesquisas com animais e culturas de células sugerem que os flavonoides têm papel importante no incremento dos efeitos de neurotoxinas como o glutamato - neurotransmissor que em altas concentrações danifica os neurônios -, im­pedindo que toxinas se fixem nos receptores neurais. Esses compostos também se opõem à ação de enzimas conhecidas como secretase, envolvidas na destruição de células neurais.
No futuro, técnicas de imageamento como ressonância magnética funcional (fMRI) de­ verão permitir que os pesquisadores obser­vem, em tempo real, como o consumo de flavonoides altera a atividade cerebral. Num estudo publicado em 2006, os pesquisadores usaram a técnica de imagem para detectar o aumento no fluxo sanguíneo do cérebro durante teste de digitação de letras realizado com voluntários que tinham consumido uma bebida rica em cacau. Essas descobertas podem orientar o desenvolvimento de inter­venções alimentares para reverter ou evitar a degeneração cognitiva.
A ciência ainda não revelou todos os ali­mentos ricos em flavonoides com potencial para estimular a memória e a aprendizagem e a escala de eficiência de cada um. Há for­tes indícios de que consumir regularmente mirtilo, frutas cítricas, frutas vermelhas (é o caso de uvas e morangos), verduras de folhas escuras (como espinafre), derivados de soja (tofu), grãos de cereais, vinho tinto, chás (verde, branco e preto), chocolate amargo, cheiro verde e especiarias (pimenta, sálvia, orégano e tomilho etc.) provavelmente é melhor que ingerir suplementos alimentares. Sabe-se que há variáveis: o processamento, por exemplo, pode destruir ou reduzir o verdadeiro conteúdo de flavonoides nos suplementos, e certamente frutas e verduras contêm as quantidades e combinações des­ses compostos mais benéficas para o cérebro. Seguindo as recomendações de alimentação saudável do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - que sugere a ingestão de duas xícaras de frutas e duas xícaras e meia de verduras diariamente - podemos ter certeza de estamos ingerindo uma grande variedade desses compostos promotores da saúde. E daqui a alguns anos esse hábito poderá nos ajudar a lembrar onde deixamos as chaves do carro. 
• O bom cafezinho
Os efeitos da bebida mais consumida do pla­neta sobre a capacidade de concentração são conhecidos, na prática, por estudantes e profissionais. A cafeína, o principal com­ponente do café, age na área do tronco encefálico e promove alterações no estado de alerta, orientação espacial, tempo de reação e agilidade de locomoção, combaten­do temporariamente a fadiga e a sonolência. Os efeitos cognitivos, porém, dependem da dose ingerida e do tipo de tarefa estudada. Sabe-se que a atenção pode modificar a atividade neural de áreas corticais específicas que participam dos processos perceptivos. Isso significa que a ampliação da atenção é capaz de aumentar a resposta dos neurônios a determinados estímulos - as respostas tendem a ser mais rápidas e precisas. Em relação à memória, porém, não há dados conclusivos sobre os efeitos do café. A molécula psicoativa responsável por esse efeito é a rnetil­xantina, da família dos alcaloides, usada em inúmeros medicamentos desde analgésicos até drogas para tratamento da asma. Diversos estudos, entre eles os do farmacologista Alberto Ascherio, da Universidade Harvard, sugerem que o consumo regular pode reduzir também o risco de Parkinson. De fato, levantamen­tos epidemiológicos verificaram que a maior ingestão de café ao longo da vida está associada a menor incidência da patologia. Nos últimos anos, vem crescendo o interesse em estudos sobre as possibilidades de a cafeína proteger contra o Alzheimer.
• Bode assanhado combate Alzheimer
Além das ervas conhecidas na cozinha, muitas ervas medicinais tradicionais também parecem exercer um efeito protetor sobre o cérebro. Uma dessas ervas, a Epimedium brevicornum, é mais conhecida por um nome extravagante: "bode-assanhado", um afrodisíaco. Em novembro de 2010, microbiólogos do Instituto de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul e da Universidade de Pequim mostraram que ratos com caroços de proteína no cérebro - o equivalente ao Alzheimer em roedores - tiveram a memória aprimorada quando sua ração foi suplementada com o mais importante flavonoide da erva daninha bode-assanhado: o icariin. Aparentemente, esse composto impede a morte das células cerebrais - indicando que o agente poderá ser útil no tratamento de demências.
 
• Contra depressão e ansiedade: sálvia, orégano e tomilho
Apimentar e temperar os nossos pratos favoritos pode fazer bem não só para o paladar, mas principalmente para as funções neurais. As pesquisas ainda estão em andamento, mas há comprovação de que especiarias e ervas, como sálvia, orégano e tomilho, contêm grandes quantidades de flavonoides, e estudos recentes sugerem que esses compostos que estimulam o funcionamento do cérebro podem ter efeitos sobre o humor.
Vários trabalhos mostraram que depois de ingerir uma cápsula de óleo de sálvia (comum e espanhola) voluntários imediatamente apresentaram melhor desempenho em exercícios nos quais deveriam lembrar palavras, principalmente em relação a pessoas que haviam ingerido placebo. Participantes que tomaram o óleo disseram que se sentiam mais concentrados, tranquilos e satisfeitos. Psicólogos da Universidade Nortúmbria em Newcastle, Inglaterra, descobriram que simplesmente cheirar o extrato de sálvia pode reproduzir alguns desses efeitos. Em julho de 2010, os pesquisadores relataram que pessoas que se submeteram a uma bateria de testes por computador numa sala aromatizada com sálvia comum apresentaram memória mais precisa que aqueles que realizaram os mesmos exames em ambiente desodorizado.
Estes e outros estudos, entretanto, empregaram óleos essenciais - extrato concentrado da planta, usado em aromaterapia - e não as folhas de sálvia secas ou frescas usadas na culinária caseira. Ainda assim, os cientistas acreditam que comer regularmente a folha de sálvia pode produzir efeitos similares de estimular a memória, embora de modo mais moderado. A razão disso é que a planta é rica em hispidulina, um flavonoide que em estudos de culturas de células parece interagir com receptores de células cerebrais formando ácido gama­-aminobutírico (Gaba, na sigla em inglês) - um neurotransmissor que afeta justamente a cognição e os estados de ânimo.
Flavonoides encontrados em outros temperos também podem, comprovadamente, produzir mudanças observáveis no humor - pelo menos em roedores. Há poucos meses farmacologistas da Universidade Federal do Ceará relataram que o flavonoide carvacrol, presente em grandes quantidades nos óleos essenciais de orégano e tomilho, age como antidepressivo em camundongos. Depois de ingerir uma solução, os roedores se mostraram mais ativos ao tentar escapar do tanque de natação - usado para avaliar o estado de depressão dos animais, que quanto mais deprimidos e apáticos menos se esforçam para vencer o desafio. Bloqueando diferentes reações químicas no cérebro de camundongos, os pesquisadores mostraram que os efeitos do carvacrol dependem de sua interação com a dopamina, um neurotransmissor envolvido na busca de recompensas. Ainda não está claro, no entanto, se ingerir pequenas quantidades de orégano e tomilho poderia melhorar o humor das pessoas, mas os cientistas esperam que isolando e estudando o carvacrol seja possível obter novas - e eficazes - drogas antidepressivas.  
• Chocolate amargo contra lesões
Para alegria de quem é adepto dos prazeres do chocolate as neurociências têm oferecido boas notícias. Pesquisas realizadas nos últimos anos mostraram que o alimento ajuda a combater o estresse e a depressão. Agora, um estudo mais recente indica que a guloseima pode proteger o cérebro também contra lesões causadas por derrame. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, descobriram que uma substância presente apenas no chocolate amargo (não na versão tradicional ou branca) estimula um tipo de atividade celular que resguarda os neurônios dos danos causados por acidente vascular cerebral (AVC).
No estudo realizado em camundongos e publicado no Journal of Cerebral Blood Flow and Metabolism, 90 minutos depois de administrarem uma pequena dose de epicatequina - nutriente encontrado no cacau -, os cientistas induziram um derrame isquêmico por meio da interrupção da irrigação sanguínea no cérebro dos animais. O resultado foi um número significativamente menor de lesões do tecido cerebral em comparação às dos roedores que passaram pelo mesmo procedimento mas sem ter recebido a dose do composto. O interesse científico pela epicatequina surgiu com pesquisas feitas entre os índios kuna, que vivem em ilhas na costa do Panamá. A incidência de acidentes vasculares nessa população é muito baixa, o que é atribuído ao alto consumo de uma bebida escura e amarga feita à base de cacau. Posteriormente, estudos in vitro mostraram que a epicatequina não protege diretamente as células contra lesões, mas seus metabólitos parecem ativar vias bioquímicas que fazem com que as células aumentem suas próprias defesas. O que tem surpreendido os pesquisadores é o fato de esse efeito ocorrer em resposta a doses muito baixas da substância.
Os autores alertam, porém, que os dados obtidos até agora não autorizam o consumo exagerado de chocolate amargo, que, aliás, é rico em gordura saturada. Segundo eles, as evidências abrem boas perspectivas para o desenvolvimento de uma nova droga potencialmente útil para combater doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e outros tipos de demência.
• Sabores da fonte da juventude
Milhares de tipos de compostos químico podem melhorar o racicínio e até a coordenação motora. Conhecidos comoo polifeois porque contém "néis" multiplos que se ligam a um grupo de álcoois )OH), eles se apresentam em vários sabores ou grupos. Os mais comuns encontrados nos alimentos (e também mais estudados_ aparecem na tabela.
 
Gruppo dos flavonoiodesExemplo de compostosFontes em alimentos
FlavonoidesQuercetina, kaempferolEspinafre, pimentas e cebola
FlavonasLuteolina, aspigeninaSalsinha e aipo
FlavanonesEriodictol, hesperidinaFrutas cítricas
FlavonóisCatequinas, epicatequinasChá, cacau e vinho
AntocianinasCianidina, peonidinaFrutas vermelhas, uvas e vinho
IsoflavonasGenisteína, daidzeínaDerivados de soja como o tofu
Para saber mais
A healthy diet may be important to brain health as well as body health. Instituto Nacional de Saúde, atualizado em 2008, www.nia.nih.gov/AlzheimersjPublicationsjAD-Progress2005_2006/Part2/he­althydiet.htm.htm
Nutrition and brain function: food for the aging mind. De­partamento de Agricultura dos Estados Unidos, Serviço de Pesquisa Agrícola, agos­to de 2007. www.ars.usda.gov/is/AR/archive/aug07/aging0807.htm?pf=1
Superfoods RX: fourteen foods that will change your life. Ste­ven Pratt e E. Kathy Matthews. Harper Collins, 2003. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Água de côco contra Alzheimer!!


É verdade. Estudo científico mostrando que a água de côco apresenta alguns compostos que tem ação semelhante ao estrógeno feminino e que estas substâncias podem reduzir a deposição da proteína beta amilóide e da proteína tau. O alzheimer é caracterizada de forma bem simples pela presença de placas formadas a partir depósito de uma proteína (beta-amilóide), no espaço existente entre os neurônios. Já, os emanharados neurofibrilares são formados pela proteína tau que se deposita no interior dos neurônios.

Tudo com moderação é bem vindo, pois é preciso lembrar que água de côco é fonte de sódio e potássio, portanto pdoe ser preciso um consumo limitado para alguns grupos populacionais. 

Fonte: RADENAHMADA, N.; SALEHA, F.; SAWANGJAROENA, K. et al. Young coconut juice, a potential therapeutic agent that could significantly reduce some pathologies associated with Alzheimer's disease: novel findings. Br J Nutr. 2010 Nov 30:1-8.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Alimentação correta ajuda a preservar a memória e o aprendizado
 
Cármen Guaresemin
Do UOL, em São Paulo               

  • O consumo de certos nutrientes, associado à prática de atividade física, ajuda o cérebro a funcionar melhor
Por mais que a ciência evolua, não tem jeito, o processo de envelhecimento dos seres humanos continua sendo, até agora, irreversível. Enquanto tratamentos estéticos e produtos de beleza têm conseguido ao menos retardar os efeitos do tempo externamente, como fazer para conseguir evitar a deterioração do cérebro e da memória, por exemplo? Uma das estratégias é ter uma alimentação saudável.

"Recentemente, um grande estudo publicado em uma revista de neurologia mostrou que indivíduos que tinham como hábito fazer a dieta do mediterrâneo, que basicamente consiste em consumir peixes de águas frias, frutas frescas e azeite de oliva in natura, tiveram um declínio das funções cognitivas significativamente menor quando comparados com pessoas que consumiam outras dietas", conta o neurologista André Felício, com pós-doutorado na University of British Columbia, no Canadá.

Segundo a pesquisa, a dieta mediterrânea pode reduzir os riscos de os indivíduos virem a sofrer de problemas de memória com o passar do tempo. A pesquisa foi descrita como "o mais amplo estudo do tipo feito até agora" e se baseou na informação dietética de 17.478 afro-americanos e caucasianos com média de idade de 64 anos. Os adeptos da dieta mediterrânea foram 19% menos propensos a desenvolver problemas em suas habilidades de memória e raciocínio do que pessoas que não comem estes alimentos.

A nutricionista Ariane Machado Pereira, da Naturalis, também defende o consumo de peixes, pela presença do ômega 3 em sua composição. Trata-se de um ácido graxo poli-insaturado adquirido por meio da alimentação que é precursor do ácido docosa-hexaenóico (DHA).

"O DHA é um ácido graxo ômega 3 com participação ativa na formação e manutenção do sistema nervoso e na constituição dos neurônios (células responsáveis pela transmissão de informações no cérebro). Além disso, com o envelhecimento do indivíduo, há um aumento do estresse oxidativo, que atua reduzindo os níveis do DHA no cérebro. Esse processo resulta em uma diminuição desses ácidos graxos, assim como ocorre em maior intensidade nas doenças como alzheimer, parkinson e na esclerose lateral amiotrófica. Por isso, o peixe é ótimo para ser inserido na alimentação", afirma a nutricionista.

Ela acrescenta que a suplementação com óleo de peixe, que contém alta concentração de DHA, pode ajudar na memória porque o ácido é um dos maiores constituintes do tecido nervoso.
"O aumento do seu consumo é importante para a formação e na função do sistema nervoso, particularmente do cérebro. Ele participa da comunicação entre os neurônios por meio da geração de impulsos nervosos. Já os fosfolipídios (principais componentes das membranas celulares) também estão relacionados com uma melhora na memória, pois desempenham inúmeras funções benéficas no organismo e mantêm a integridade das células."
Ampliar

Conheça alguns alimentos que ajudam a melhorar a memória47 fotos

1 / 47
Abacate - possui vitamina B3 (niacina), que participa da manutenção de substâncias químicas nervosas e hormônios que regulam a memória, segundo a nutricionista Ariane Machado Pereira. "Frutas frescas, orgânicas, também são antioxidantes naturais e contêm elementos que ajudam a formar um neurotransmissor, a acetilcolina, substância que faz a comunicação de uma célula com outras", afirma o neurologista André Felício Thinkstock
Funções cognitivas

Um outro alimento destacado por Pereira é a lecitina de soja,  por ser fonte de fosfolipídios, dentre eles a fosfatidilcolina, a fosfatidiletanolamina, o fosfatidilinositol e a fosfatidilserina. "Esta última é encontrada em grande quantidade nas células do cérebro, onde está relacionada à função das células cerebrais. Diversos estudos mostram que essa substância melhora as funções cognitivas, como o aprendizado, a memória, a atenção e o raciocínio", afirma.

A fosfatidilcolina, frisa a nutricionista, fornece a colina, uma vitamina essencial do complexo B que participa da formação da acetilcolina, um neurotransmissor (mensageiro do cérebro).

O neurologista é mais comedido: "Além de suplementos 'naturais', como o óleo de peixe, óleo de coco e lecitina de soja, existem diversos outros compostos que associam vitaminas, ômega 3, outros antioxidantes, aminoácidos, etc., e que teriam o potencial de melhorar as conexões nervosas em indivíduos com problemas como a doença de Alzheimer. Embora do ponto de vista teórico esses suplementos façam bastante sentido, do ponto de vista prático, além da barreira econômica (são caros) faltam ainda estudos que comprovem sua real eficácia ao longo do tempo, doses e segurança", diz.

Num item ambos concordam: as vitaminas ajudam muito. "De um modo geral, elas são essenciais para o organismo, em particular para o adequado funcionamento do cérebro. Participam de diversos processos intracelulares, são antioxidantes e cofatores de reações químicas", fala Felício. Pereira acrescenta: "A vitamina D, por exemplo, auxilia na regeneração dos neurônios e regula a fixação do cálcio em receptores importantes para a formação da memória. Alimentos que são fontes: óleo de fígado de bacalhau, peixes e leite fortificado".
O que evitar
Gorduras saturadas, açúcar e carne vermelha em excesso e o consumo de álcool são grandes vilões quando se trata do cérebro e, em particular, da memória. Felício afirma que, além do efeito deletério para a saúde de um modo geral, levando a dislipidemia (aumento do colesterol e triglicérides), obesidade, diabetes e um significativo aumento do risco de acidentes vasculares encefálicos, esses itens aceleram o envelhecimento, uma vez que criam um microambiente tóxico para o tecido nervoso.

A nutricionista afirma que a gordura saturada proveniente do consumo excessivo de alimentos industrializados pode acelerar a perda de memória por processo inflamatório, afetando o funcionamento das células nervosas. Já o consumo exagerado de açúcar, através de alimentos ricos em carboidratos simples (de fácil absorção), eleva rapidamente a produção de insulina, desencadeando reações químicas que agridem as células cerebrais.

Ela lembra que a carne vermelha ajuda a memória, mas seu consumo excessivo pode estimular a produção de substâncias tóxicas para os neurônios. É o caso da homocisteína, um composto que aumenta significativamente a oxidação por radicais livres, podendo ser um fator de risco a longo prazo para o desenvolvimento de doenças como o alzheimer. Já o consumo excessivo do álcool pode causar um deficit temporário de memória, atenção e aprendizado, levando à morte de neurônios e prejudicando a formação de novas células cerebrais.

"Uma alimentação equilibrada, composta por nutrientes que atuam no bom funcionamento cerebral, associada à prática de atividade física, com certeza ajudará positivamente na memória, na concentração e na prevenção de doenças degenerativas progressivas do cérebro, levando em consideração os aspectos genéticos de cada individuo", finaliza a nutricionista.
Idosos

As principais causas da perda de memória são as doenças neurodegenerativas (em que ocorre a destruição progressiva e irreversível de neurônios, as células responsáveis pelas funções do sistema nervoso).  "As doenças ocorrem normalmente em indivíduos idosos, acima de 65 anos. Mas existem outras causas potencialmente tratáveis, como hipotireoidismo descompensado, hematoma subdural crônico, deficiência multivitamínica, entre outras", afirma Felício.
É bom lembrar que problemas de memória não afetam apenas pessoas mais velhas. E Felício comenta que, em idosos, nem sempre a perda de memória pode significar sinais do mal de Azheimer, por exemplo. Embora a doença seja a principal causa de perda de memória em indivíduos desta faixa etária, é preciso uma cuidadosa avaliação médica desses casos a fim de se buscar diagnósticos diferenciais. Já em pessoas jovens, devem ser pesquisados transtorno do deficit de atenção e hiperatividade, transtorno de ansiedade e depressão.
O neurologista alerta que, quando a perda de memória interfere nas atividades cotidianas da pessoa e é percebida como um problema por seus familiares e amigos próximos ou pelo próprio paciente, é fundamental procurar ajuda médica. "Obviamente, muitos procuram auxílio antes disto e neste momento o médico tem uma função especial de esclarecer e orientar", encerra.

sábado, 17 de agosto de 2013

OVO DE GALINHA CAIPIRA X OVO DE GALINHA DE GRANJA



O conteúdo de proteínas é praticamente o mesmo nos dois tipos de ovo. A diferença é que o ovo de galinha caipira possui teores consideravelmente maiores de carotenóides totais, substâncias antioxidantes que são precursoras da vitamina A (essas substâncias são transformadas em vitamina A depois de serem absorvidas e metabolizadas pelo organismo animal).

Por serem antioxidantes, podemos dizer que os carotenóides comportam-se como ?vigilantes?, protegendo o nosso organismo dos danos causados pelos radicais livres. E é justamente pela presença dos carotenóides que a gema da galinha caipira tem uma cor mais avermelhada que a gema da galinha de granja.

Outra diferença entre eles é o conteúdo total de retinol, leia-se: vitamina A, que é um nutriente essencial para a regeneração das mucosas e da pele. A Universidade Federal de São Paulo (USP) desenvolveu um estudo que encontrou três vezes mais retinol no ovo caipira do que no ovo de granja.

E A CASCA DOS OVOS?

A cor da casca dos ovos indica apenas a cor da galinha, e a cor varia conforme a raça da galinha. As galinhas de cor branca possuem ovos brancos e aquelas de cor vermelha possuem cor vermelha. Portanto, não escolha um ovo pela cor de sua casca, porque a cor da casca não fornece nenhuma informação sobre o valor nutricional do ovo.

DICA: O pó da casca de ovo serve como fonte complementar de cálcio, nutriente importante para o crescimento e na recuperação da saúde após uma doença, na gravidez e amamentação e para as pessoas idosas. Para fazer o pó é necessário uma boa limpeza das cascas. Antes de abrir o ovo lave bem sua casca com água e sabão e depois seque-as. Coloque as de molho em 1 litro de água com 2 colheres (de sopa) de vinagre. Ferva durante 20 minutos e deixe secar. A casca deve ser triturada e o pó deve ser peneirado várias vezes. Pode-se usar uma pitada diariamente nas refeições ou em sucos e vitaminas.


Tirado do site: PTIT CHEF

sexta-feira, 21 de junho de 2013


NUTRINDO O CÉREBRO - Por: Lúcia Moura Cardoso - Nutricionista "



* Mestre em Psicologia Social pela Universidade Gama Filho



1- O cérebro é formado por várias células nervosas denominadas de neurônios, que por sua vez são compostos de um corpo e núcleo arredondado, com prolongamentos de uma rede de ramos dendríticos e uma única fibra nervosa longa, ou axônio.



Na extremidade do axônio encontram-se substâncias químicas denominadas neurotransmissores.



Quando ocorre a secreção desses neurotransmissores, as mensagens percorrem as junções ou "sinapses" na extremidade do axônio de uma célula até receptores específicos em outra.





2- A composição da dieta, uso adequado de suplementos e mudanças simples no estilo de vida, inclusive exercícios mentais e físicos são fatores que podem favorecer positivamente o funcionamento cerebral, além de facilitar a captação dos neurotransmissores, essenciais a memória, inteligência, criatividade e humor.



Por exemplo, se aumentarmos a ingestão de aminoácido TRIPTOFANO este atua como precursor da vitamina NIACINA e do neurotransmissor SEROTONINA que melhora o humor.



Estudos tem demonstrado que a utilização combinada de aminoácido TRIPTOFANO com carboidratos aumenta a SEROTONINA que demonstra capacidade de aliviar a dor; e caso seja utilizado antes de deitar poderá fornecer sensação de entorpecimento e sono; assim como redução de hiperventilação resultante de ansiedade ou pânico e ação positiva sobre a psicose de Korsakoff - perda da memória induzida pela ingestão de álcool levando a uma das formas de demência mais prevalente nos Estados Unidos.



A COLINA presente, por exemplo, no ovo, preconiza o neurotransmissor acetilcolina importante para manutenção de uma boa memória.



Sua deficiência parece estar associada a doença de Alzheimer, causa comum de demência, caracterizada por deterioração de memória, capacidade de julgamento e orientação.



A manipulação do aminoácido TIROSINA na dieta, presente por exemplo na SOJA, atua como precursor de neurotransmissor DOPAMINA essencial a função MOTORA adequada.



A utilização de TIROSINA anterior à exposição de animais em laboratório ao estresse previne a redução de neurotransmissor NOREPINEFRINA, proporcionando ENERGIA e alivio do ESTRESSE.



Nutrientes como ÁCIDO FÓLIO (presentes nos vegetais verde-escuros como brócolis e espinafre, feijões, carne magra, pães integrais, etc) e óleo de peixe (OMEGA 3) podem ajudar na determinação da quantidade, caráter e funcionamento de neurotransmissores que alteram o cérebro.



Vale a pena ressaltar que o ácido fólico previne, em gestantes, defeitos congênitos no tubo neural; aumento de QI, na Síndrome do X-frágil, distúrbio hereditário, presente no sexo masculino, caracterizado por retardo mental.



Além disso, baixos níveis de FOSFATO e VITAMINA B12 tem sido associados com elevada HOMOCISTEÍNA plasmática e riscos de doença coronariana.





3- Ao longo da vida, as células, inclusive as do cérebro, são danificadas por substâncias químicas instáveis, chamadas radicais livres de oxigênio, que levam a uma diminuição no ritmo de produção de energia.



A ação destas substâncias compromete a atuação dos neurônios, pois provocam retração dos dendritos e o desaparecimento das sinapses, o que reduz a capacidade de comunicação entre as células danificando o funcionamento mental.



Após anos de exposição aos radicais livres, os neurônios podem ser destruídos e, por fim, provocar doenças de Alzheimer, Parkinson e doenças degenerativas do cérebro.



A melhor maneira de evitar e até mesmo REVERTER esses déficits cerebrais induzidos pela idade, é fornecer ao cérebro mais ANTIOXIDANTES, a fim de neutralizar a ação dos radicais livres destrutivos.





4- A perda da memória presente em casos de demência e da doença de Alzheimer pode se dar através do rompimento dos sistemas neurotransmissores.



As novas pesquisas vem se concentrando no mecanismo de recepção das células nervosas - no grau de abundância e "sensibilidade" dos receptores dendríticos na captura e processamento dos neurotransmissores.



Anormalidades nos receptores podem prejudicar a propagação da mensagem.





5- Com o ENVELHECIMENTO começa a acontecer uma DIMINUIÇÃO DO FLUXO SANGUÍNEO na massa cinzenta do córtex cerebral e ocorre uma redução na eficiência da produção de energia nas MITOCÔNDRIAS das células cerebrais.



O declínio mental não é uma parte normal do envelhecimento, mas pode ser provocado por doenças vasculares - inclusive diabetes, enrijecimento das artérias carótidas, hipertensão arterial e estágios iniciais da doença de Alzheimer.



A hipertensão parece reduzir o tamanho do cérebro e pode causar lesões sutis ao tecido cerebral, provocando declínio cognitivo.



Desta forma, a ingestão diária de frutas e legumes, promove a ingestão de vitaminas antioxidantes e de outros componentes ativos neles contidos prevenindo doenças cardiovasculares.





6- Por motivos ainda não conhecidos, ao longo do processo de envelhecimento, o cérebro dos homens sofre mais mudanças, DNCOLHENDO mais rápido do que o das mulheres.



Uma possível razão é que o ESTROGÊNIO parece proteger o cérebro das mulheres, pois aumenta a atividade dos neurotransmissores, sobretudo da ACETILCOLINA, que atua como um potente preservador da memória em mulheres idosas e possivelmente, um antídoto parcial à doença de Alzheimer.



Desta forma vale à pena enfatizar o uso da COLINA, presente no ovo, gérmen de trigo, peixes, verduras, couve-flor e lecitina de soja.



A colina, assim como o INOSITOL, faz parte do complexo B, embora, não possa ser considerada uma "vitamina", já que a mesma pode ser sintetizada por grupamentos metila provenientes a partir da metionina, sob ação do ácido fólico e da vitamina B12.



Sendo absorvida no intestino, a COLINA atravessa a barreira hemato-encefálica, participando do metabolismo cerebral e na neurotransmissão.



Além disso, atua como agente lipotrópico, agindo na emulsão de colesterol e outras gorduras, prevenindo desta forma o desenvolvimento de doença aterosclerótica.



Como componente da esfingomielina, participa da estrutura da mielina dos nervos, podendo auxiliar no tratamento da esclerose múltipla.



Estudos realizados com mulheres cujos ovários foram retirados, esgotando o suprimento de estrogênio tinham desempenho pior em testes cognitivos, sobretudo nos testes de memória verbal.



As que posteriormente vieram a tomar estrogênio recuperaram as habilidades mentais.



As que não fizeram terapia de reposição hormonal no estudo não as recuperaram.



Este hormônio estimula também o crescimento de dendritos e sinapses nas células nervosas, ampliando os canais de comunicação.



Pesquisas recentes identificam o ESTROGÊNIO como um potente ANTIOXIDANTE, uma vez que REDUZ a capacidade das toxinas das células cerebrais de gerar radicais livres destrutivos, como GLUTAMATO e uma proteína denominada BETA-AMILÓIDE, encontrada no cérebro dos pacientes de Alzheimer.





7- Logo, o preparo nutricional para menopausa, com uso de estrógenos fracos oriundos de fontes como soja, amora, inhame, SEMENTE de LINHAÇA e produtos especializados poderá servir de suporte para uma função neurológica mais ativa, amenizando sintomas como a perda de memória presentes na menopausa ( ver artigo câncer de mama).



Além disso, a TIROSINA presente na soja, poderá favorecer a captação de dopamina, melhorando a ação motora de pacientes parksonianos.



8- A relação de ingestão de gordura omega 6 e 3 também merece atenção, pois o consumo atual de gorduras omega-6 em forma de margarina e produtos de confeitaria superam as do tipo omega-3 do peixe, traduzindo uma condição REPULSIVSA para as células, sobretudo as células cerebrais.



Entre os tipos de OMEGA-3, o ácido docosahexaenóico (DHA) se concentra nas membranas dos centros de comunicação SINAPTICOS, no córtex cerebral, nas mitocôndrias e nos fotorreceptores da retina do olho.



É necessário para construir e preservar estruturas celulares cerebrais flexíveis e pode ser encontrado nos frutos do mar ou em suplementos.



O DHA aumenta o suprimento de acetilcolina no cérebro de animais de laboratório e reverte danos nos problemas de aprendizado nesses animais.



O ácido eicosapentaenóico (EPA) é outra gordura de alta potência encontrada no óleo de peixe e em peixes gordos, especialmente salmão, sardinha, cavalinha, linguado, viola, atum, cherne, truta e arenque.



O omega-3 desempenha influência positiva na síntese das prostaglandinas, proporcionando propriedades antiinflamatórias; diminuem níveis de colesterol e triglicerídeos; possui propriedades anticoagulante, reduzindo adesividade e agregação antiplaquetária.



O ácido linolênico é uma outra gordura omega-3 e é encontrada em nozes, castanha-do-Pará, castanha de caju, semente de linhaça, canola e soja.





9- A gordura monoinsaturada, como o AZEITE DE OLIVAMEMÓ, pode ser benéfica para a MEMÓRIA, pois contém antioxidantes e compostos fenólicos, além de prevenir doenças cardiovasculares, uma vez que neste alimento o conteúdo do ácido linoléico da lipoproteína de baixa densidade - LDL (o "mau colesterol") é reduzido, havendo assim um menor consumo celular por parte dos MACFÓFAGOS e diminuição da susceptibilidade do LDL à oxidação.





10- A carne vermelha contém alto nível de gordura saturada. Logo, devemos dar preferência às aves de carne branca e sem a pele pois têm baixo teor de gordura e são uma boa fonte de proteína, também importante para o cérebro .





11- Excessos de ácidos graxos OMEGA 6 podem levar a INFLMAÇÃO persistente do tecido cerebral.



Essa inflamação pode danificar os vasos sangüíneos cerebrais, ativando processos que podem destruir as células cerebrais, deformar membranas das células nervosas, perturbando seu funcionamento normal, interferir na transmissão de mensagens entre os neurônios e promover derrames, doença de Alzheimer e provavelmente todas as doenças degenerativas do cérebro.



O metabolismo dos ácidos graxos Omega-6 envolvem substâncias semelhantes a hormônios conhecidos como eicosanóides - entre elas prostaglandinas, leucotrienos e citoquinas - bem como radicais livres, todos os quais podem gerar inflamação.



A GORDURA ONEGA-6 pode produzir uma substância denominada ácido araquidônico, que está profundamente relacionada a morte de células nervosas. Além de gerar eicosanóides, que provocam inflamação e radicais livres, o ácido araquidônico também pode estimular a produção de GLUTAMATO, o principal neurotransmissor iniciador da execução dos neurônios, envolvido no dano cerebral decorrente do envelhecimento e de derrames.





12- Trabalhos demonstram que pequenas anormalidades na composição lipídica das membranas celulares alteram o funcionamento do cérebro.



Pacientes de esquizofrenia parecem ter defesas antioxidantes defeituosas, o que permitiria que o ataque dos radicais livres à gordura nas membranas de suas células cerebrais causassem sua fácil oxidação.



Um estudo revelou que as hemácias de esquizofrênicos tinham apenas a metade do DHA e de Omega-6 e um quarto da quantidade de ácido araquidônico dos indivíduos normais e saudáveis.



A quantidade de DHA e ácido araquidônico nas células do sangue tendem a refletir a quantidade nas células do cérebro.



Os pacientes esquizofrênicos com maiores deficiências de DHA e ácido araquidônico tendem a ter sintomas mais graves, os chamados "negativos", entre eles insensibilidade emocional, retração social, pobreza de discurso e atividade e déficit cognitivos, todos eles altamente resistentes aos tratamentos com medicamentos convencionais.





13- Alguns autores têm mencionado que problemas comportamentais em crianças, sobretudo o distúrbio do déficit de atenção, que pode envolver também hiperatividade, podem estar relacionados a uma deficiência do tipo certo de ácidos graxos na alimentação e nas células cerebrais - principalmente a escassez de Omega-3.



Essas crianças, bem como os adultos portadores do distúrbio, podem ter um erro genético que interfere em sua capacidade de metabolizar as gorduras cerebrais necessárias, por isso precisariam de uma quantidade de gordura muito maior do que os outros cérebros para funcionar normalmente.





14- Pesquisadores ingleses teorizam que a atividade de uma ENZIMA, a delta-6 desaturase, é necessária para ativar a matéria-prima ou os precursores que suprem os ácidos graxos essenciais, inclusive o Omega-3 e Omega-6, aos neurônios.



Entretanto, nos indivíduos com distúrbio de déficit de atenção, a atividade da enzima necessária é bloqueada, portanto os ácidos graxos adequados não são produzidos.



Isto resulta em uma espécie de fome cerebral que provoca uma série de problemas, entre eles: dificuldade de aprendizado, desatenção, falta de foco e hiperatividade.



O estresse psicológico e a falta de ZINCO são dois fatores que contribuem para o bloqueio da enzima, mas a ingestão excessiva de gorduras nocivas, como as gorduras animais saturadas e gorduras hidrogenadas é o principal fator que bloqueia a capacidade da enzima de produzir gorduras cerebrais vitais.



Desta forma, nota-se a importância do consumo protéico à base de carnes brancas, em especial o peixe, já que são fonte de aminoácidos, ZINCO e gordura Omega-3.





15- O cérebro de pessoas portadoras de dislexia, uma doença caracterizada pela dificuldade de ler e escrever apesar da presença de habilidades adequadas para o aprendizado normal e de motivação, não decompõe os ácidos graxos e os incorpora às membranas dos neurônios da mesma forma que as pessoas normais.



Pesquisas sugerem que os disléxicos têm dificuldade de sintetizar e transportar ácido graxo Omega-3 até as células do cérebro; por isso, eles precisam de mais ácidos graxos Omega-3 do que as outras pessoas.





16- Níveis altos de açúcar no sangue, assim como a ingestão de grande quantidade de açúcar, podem prejudicar o cérebro com a aceleração do processo de ENVELHECIMENTO provocado pelas reações químicas nas células.



A glicose no sangue reage às proteínas, criando as chamadas "proteínas anormais "glicosiladas".



Elas tornam os ossos mais amarelos, prejudicam as articulações, endurecem e entopem os vasos sangüíneos e comprometem o funcionamento dos órgãos, inclusive do cérebro.



Pesquisadores alemães afirmam que tais proteínas são o primeiro passo para o dano neurológico, chamado neuropatia, causado pelo diabetes.



Também acreditam que esse processo de "glicosilação" é um dos responsáveis pela destruição das células cerebrais que levam às doenças neurodegenerativas, inclusive à doença de ALZHEIMER, e até mesmo à perda de memória relacionada com o envelhecimento.



17- Alguns pesquisadores afirmam que o risco da formação de proteínas glicosiladas destrutivas derivam da ingestão constante de uma alimentação rica em açúcares simples, independente da elevação dos níveis de glicose no sangue.



Além disso, a sobrecarga de açúcar aumenta os níveis de insulina, podendo desencadear intolerância à glicose diabetes e hipertrigliceridemia.



A hiperinsulinemia leva ao aumento de absorção de sódio à nível renal levando a hipertensão arterial, com implicações significativas para derrames e disfunção cerebral.



18- O primeiro passo para a destruição de uma célula nervosa muitas vezes é um processo denominado "peroxidação lipídica".



Trata-se do mesmo processo que torna tóxicas as partículas de colesterol LDL, permitindo que elas penetrem nas paredes dos vasos sanguíneos e levando ao acúmulo de plaquetas a artérias obstruídas.



19- A PERTOXIDAÇÃO LIPÍDIACA pode ser combatida com antioxidantes que retardam o processo de envelhecimento do organismo como um todo e são particularmente necessários no cérebro.



Dentre esses, os melhores são: VITAMINA E, ÁCODP LIPÓICO, COENZIMA Q10, os carotenóides como o betacaroteno, alfacaroteno, licopeno, luteína e os flavanóides presentes nas frutas e vegetais.



A GLUTATIONA, produzida internamente pelo organismo, também é essencial e a melhor maneira de elevar seu nível nas células nervosas é tomar ÁCIDO LIPÓICO e vVITAMINA C.



20- A maior fonte de LICOPENO é o TOMATE, sobretudo os produtos processados a base de tomate, como polpa e molho de tomate.



Um estudo italiano recente revelou que a ingestão diária de purê de tomate com 16,5 miligramas de licopeno durante 21 dias elevou significativamente a capacidade antioxidante no sangue.



Os danos provocados pelos radicais livres às células ao DNA tiveram uma queda de 33%.



22- A ingestão de CHÁ VERDE também ajuda a manter saudáveis os vasos sangüíneos, os microvasos que alimentam tanto o CERÉBRO quanto o CORAÇÃO.



23- O VINHO TINTO tem alto teor de antioxidantes polifenóis, sobretudo antocianinas, que podem ajudar a proteger o CÉREBRO dos danos provocados pelos radicais livres, derrames e perda de memória relacionada à idade.



Por outro lado, a ingestão de grandes quantidades de bebidas alcóolicas, inclusive vinho tinto, pode danificar as células do cérebro, levando à atrofia cerebral, declínio nas funções cognitivas e demência.



O excesso de álcool é prejudicial ao cérebro e aumenta a probabilidade de derrames.



Quando consumido com moderação, o vinho tinto tem efeitos antiinflamatórios e tende a elevar o colesterol HDL, o bom colesterol, o que poderia ajudar a proteger os vasos sangüíneos da destruição.



24- O CAFÉ e bebidas à base de cafeína devem ser ingeridas com moderação, já que esta substância é um estimulante psicomotor brando que produz efeitos similares a doses muito baixas de cocaína e anfetamina, proporcionando sensação de maior energia, bem-estar, menos sonolência, vontade de falar, maior sociabilidade e maior capacidade de concentração.



Devido a sua semelhança com a adenosina, a molécula de cafeína pode bloquear a ação deste neurotransmissor, assumindo seu lugar nos locais receptores da célula do cérebro. Isso permite que a adenosina empeça a ação de neurotransmissores estimulantes, como a dopamina.



Em casos de gastrite e úlceras gástricas e/ou duodenais a ingestão de cafeína é contra-indicada devido a ação estimulante sobre a produção de ácido clorídrico.





25- O estresse, além de provocar ansiedade, depressão, incômodo, fadiga crônica, pode alterar a própria estrutura e funcionamento das células do cérebro, gerando uma reação na qual o organismo secreta hormônios como corticoesteróides e adrenalina, mobilizando o organismo para se salvar do perigo.



A curto prazo o estresse pode ser bom para o funcionamento mental, mas quando se faz persistente pode esgotar o cérebro, desgastando importantes ligações neuronais e, por fim, provocar esquecimento.



O estresse crônico leva ao encolhimento do hipocampo, o centro da memória do cérebro.





26- Exposição excessiva a elevados níveis de glicocorticóides causados pelo estresse crônico podem provocar a morte das células nervosas responsáveis pela memória.



Logo, o cuidado com a alimentação e o bem estar psicológico parecem ser os principais caminhos na busca de boa saúde mental.



Então...That is it!



Sandra Ebisawa :))



postado por BIOECOLOGIA PERINATAL , às 16:56

sábado, 15 de junho de 2013

Cerveja, com moderação, evita doenças cardíacas

Pesquisadores brasileiros vão fazer testes com humanos para provar benefícios. Na Europa, estudo com porcos deu certo

O Dia
Rio - Beber cerveja — sem exageros — pode ajudar a saúde do coração e evitar doenças. Para comprovar todos os benefícios de uma das bebidas mais populares do país, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) vai iniciar pesquisa com voluntários, que deverão consumir até 400 ml do líquido, diariamente.
Brasil é o terceiro país que mais consome cerveja
Foto:  Reprodução

Responsável pelo levantamento, Nabil Ghorayeb, da SBC, afirma que pesquisa feita com porcos na Universidade de Barcelona, Espanha, comprovou os efeitos benéficos da cerveja. O estudo, que será apresentado hoje no 34º Congresso da Sociedade de Cardiologia de São Paulo, mostrou que pequenas doses da bebida diminuíram o entupimento dos vasos sanguíneos (aterosclerose) naqueles animais. A bebida foi capaz ainda de reduzir a gordura nos vasos e evitar doenças, como o infarto.
“A cevada e o centeio presentes na cerveja, além da pequena quantidade de álcool, protegem os vasos sanguíneos. Já comprovamos isso com o vinho e tudo indica que teremos resultado semelhante com a cerveja”, cita.
No Brasil, a pesquisa será feita em parceria com o Hospital do Coração, de São Paulo. Além de moradores da capital paulista, poderão participar do levantamento habitantes de cidades do Nordeste e do Rio.
UM POUCO A CADA DIA
Médicos pretendem comparar a saúde de dois grupos: os que bebem pouco mais de uma latinha por dia e os abstêmios. Segundo Nabil, a primeira etapa do estudo, que deve durar pelo menos um ano, será feita com indivíduos saudáveis e sem problemas cardíacos. “O Brasil é o terceiro maior consumidor de cerveja.Brasil é o terceiro país que mais consome cerveja
Foto:  Reprodução


Responsável pelo levantamento, Nabil Ghorayeb, da SBC, afirma que pesquisa feita com porcos na Universidade de Barcelona, Espanha, comprovou os efeitos benéficos da cerveja. O estudo, que será apresentado hoje no 34º Congresso da Sociedade de Cardiologia de São Paulo, mostrou que pequenas doses da bebida diminuíram o entupimento dos vasos sanguíneos (aterosclerose) naqueles animais. A bebida foi capaz ainda de reduzir a gordura nos vasos e evitar doenças, como o infarto.
“A cevada e o centeio presentes na cerveja, além da pequena quantidade de álcool, protegem os vasos sanguíneos. Já comprovamos isso com o vinho e tudo indica que teremos resultado semelhante com a cerveja”, cita.
No Brasil, a pesquisa será feita em parceria com o Hospital do Coração, de São Paulo. Além de moradores da capital paulista, poderão participar do levantamento habitantes de cidades do Nordeste e do Rio.

Tags: cerveja