quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Chá verde pode evitar câncer e Alzheimer

7/1/2011

Bebida protege o cérebro contra demências e desacelera crescimento de tumores, mostra estudo britânico

Londres. O chá verde pode proteger o cérebro de doenças como câncer, Mal de Alzheimer e outros tipos de demência, afirma um estudo da Universidade de Newcastle, na Grã-Bretanha.

No estudo, os cientistas investigaram se as propriedades benéficas do chá verde, que já tinham sido comprovadas no chá recém-preparado e não digerido, ainda se mantinham ativas depois que o chá fosse digerido.

Segundo Ed Okello, professor da Escola de Agricultura, Alimento e Desenvolvimento da Universidade de Newcastle e que liderou o estudo, a digestão é um processo vital para conseguir os nutrientes necessários, mas também significa que nem sempre os compostos mais saudáveis dos alimentos serão absorvidos pelo corpo, podendo se perder ou modificar.

"O que foi realmente animador neste estudo é que descobrimos que, quando o chá verde é digerido pelas enzimas do intestino, os compostos químicos resultantes são até mais eficazes contra gatilhos importantes do Alzheimer do que a forma não digerida do chá", afirmou.

"Além disso, também descobrimos que os compostos digeridos (do chá verde) tinham propriedades contra o câncer, desacelerando de forma significativa o crescimento de células do tumor que usamos em nossas experiências", explicou.

Na pesquisa, a equipe da Universidade de Newcastle trabalhou em conjunto com cientistas da Escócia, que desenvolveram uma tecnologia que simula o sistema digestivo humano. Graças a esta tecnologia, a equipe de Newcastle analisou as propriedades protetoras dos produtos da digestão do chá.

Exame de sangue

Já pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram uma forma de usar o sistema imunológico para testar a presença do Mal de Alzheimer, uma técnica que pode levar à criação de um exame de sangue para a doença em meses.

Um estudo da tecnologia mostrou com precisão a presença do Mal de Alzheimer em amostras de sangue de seis pessoas com a doença, segundo o estudo de Thomas Kodadek, do Instituto de Pesquisa Scripps, em Jupiter, Flórida, publicado na quinta-feira na revista Cell. Essa estratégia pode funcionar em outras doenças, como câncer, acrescentou Kodadek.

O teste procura os anticorpos ou proteínas do sistema imunológico, que protegem o organismo de ataques de invasores. Anticorpos combatem infecções, mas Kodadek disse que os pesquisadores estão começando a achar que a maioria das doenças causa alterações nas células que fazem o corpo enxergar células como invasoras.

Ele acredita que o corpo pode produzir anticorpos em resposta a uma série de doenças e quer desenvolver testes de sangue que os detectem. Sua equipe usou moléculas de laboratório como substitutos do antígeno para detectar os anticorpos específicos de Alzheimer. Três deles reagiram ao sangue dos pacientes com a doença, mas não ao sangue de pessoas saudáveis.

Tratamento

200 idosos fizeram o exame de sangue, que constatou que 8% deles tinham elevadas concentrações dos mesmos anticorpos encontrados em pacientes de Alzheimer

604 bilhões de dólares é o valor gasto por ano no mundo no tratamento de demências, de acordo com informações da entidade Mal de Alzheimer Internacional

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